CONVOCAÇÃO | SINTEMA convoca categoria para a Greve Geral da Educação no dia 18 de Março



O SINTEMA convoca os trabalhadores em Educação da UFMA, para as atividades de mobilização da Greve Geral da Educação, no próximo dia 18. Ao longo do dia diversas atividades serão desenvolvidas pelos trabalhadores, e a partir das 15h, na Praça Deodoro, haverá um grande Ato Político e uma caminhada em defesa da Democracia e da Soberania Nacional. Além dos trabalhadores da área da Educação, estudantes e movimentos sociais, categorias como a da saúde, saneamento, transporte e seguridade social, também participarão da greve.

Ademar Sena de Carvalho, presidente do SINTEMA, explica que o foco da atividade é o combate às pautas retrógradas impostas em âmbito nacional, como a ‘reforma’ administrativa que o governo tenta aprovar, e que sucateia o Serviço Público com a quebra da estabilidade e consequente demissão de milhares, além da redução salarial drástica para os que ficarem. “A Reforma Administrativa busca legalizar o fim dos serviços públicos de qualidade no país”, aponta.

Com a aposentadoria de cerca de 22 mil servidores federais, em 2020, segundo dados do próprio Governo, e uma provável reforma administrativa, a terceirização em áreas essenciais tende a crescer. Pelo que se sabe até agora, a reforma pretende, também, aumentar o tempo de estágio probatório para até 10 anos, e a avaliação de desempenho será feita pelo Governo.

As entidades sindicais de defesa dos trabalhadores apontam as medidas como forma de controle, e podem acarretar em perseguição.

A Greve Geral da Educação também luta contra a Medida Provisória 905 da “Carteira Verde e Amarela”, que para os trabalhadores representa uma nova “minirreforma” trabalhista, intensificando o processo de perda de direitos. Se aprovada, a MP 905 vai garantir um “bolsa-patrão” para os empresários, já que os benefícios serão financiados com a cobrança de contribuição previdenciária de quem recebe seguro-desemprego.

Outro ataque do governo se mostra na Proposta de Emenda Constitucional 187/2019, que extingue os cerca de 248 fundos (Lei 4.320/64) que agregam determinados valores para serem usados em uma finalidade específica, ou seja, tornam a gestão orçamentária mais fácil, vinculando certa quantidade de dinheiro para ser usada nos objetivos traçados por lei. Entre os exemplos de fundos que seriam extintos, temos: defesa dos Direitos Difusos; Criança e Adolescente; Idoso; Exportações; e por aí vai.

“Se aprovada, a PEC permitirá “a desvinculação imediata de um volume apurado como superávit financeiro da ordem de R$ 219 bilhões, que poderão ser utilizados na amortização da dívida pública da União. Ou seja, dinheiro público sendo retirado das políticas sociais para cobrir rombo do Governo”, lamenta Ademar Sena.
A luta dos trabalhadores também se estende contra Reforma da Previdência, a militarização das escolas, a implementação de OS’s (organização social), Future-se, e muitos outros projetos prejudiciais para toda população brasileira.

Outro ponto de destaque da Greve Geral da Educação Pública é a luta constante por respeito. Em um último episódio protagonizado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, os servidores públicos foram comparados a “parasitas”.
“De modo geral, a educação e o serviço público estão na mira do desmonte. Estamos enfrentando falas injustas e desrespeitosas, desvalorização, congelamento de salários e muito outros ataques.

Vamos para as ruas dar uma resposta à altura e mostrar ao governo que a educação tem que ser respeitada”, pontua o presidente do SINTEMA. Por isso, e por muito mais, o SINTEMA convoca todos os trabalhadores para as atividades da Greve Geral da Educação, em especial, ao Ato Político na Praça Deodoro, a partir das 15h. É dia 18, contamos com apoio e participação de todos os TAES da UFMA!

 

Imprensa Sintema.

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