Ministro não consegue explicar cortes na Educação durante audiência



O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compareceu novamente na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (22), para prestar esclarecimentos sobre o corte de 30% das despesas discricionárias das universidades e institutos federais durante audiência pública da Comissão de Educação. Esta é a terceira vez que o ministro comparece ao Congresso Nacional. Weintraub foi amplamente criticado pelos parlamentares e usou de ironia para responder a oposição, o que irritou alguns deputados que desmentiram várias falas do ministro desde que assumiu, em 9 de abril.

Na opinião de coordenadores da FASUBRA que acompanharam a audiência, o ministro esquivou-se da maioria das perguntas dos deputados, sem respostas objetivas, mostrando-se completamente despreparado para ocupar o cargo à frente da pasta e que não há uma proposta desse governo para a Educação.

No início, Weintraub apresentou dados de outros países que não condizem com a realidade brasileira e todas as suas respostas foram basicamente tentando justificar os cortes anunciados nas universidades e institutos federais para atingir a meta fiscal do governo atrelada à reforma da Previdência. Em reunião com representantes da Andifes, na semana passada, o ministro pediu para que reitores fossem acompanhados de parlamentares ao MEC, numa tentativa de troca de favores em benefício da aprovação da PEC 06/19. Veja matéria aqui.

Durante a audiência, a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) disse que vai processar o ministro por danos morais. “Estou entrando com um processo por danos morais por distribuir a uma comissão pública prints com o meu número pessoal e da minha equipe. […] Isso é um constrangimento. Isso não é atitude de um ministro. A gente está aqui cobrando planejamento estratégico, falando coisas sérias, com respeito, e o senhor me responder com isso [documento]. Isso é falta de maturidade, pelo amor de Deus.”, afirmou.

A deputada desmentiu o ministro e disse que apenas três convites foram feitos pelo MEC (Ministério da Educação) à sua equipe durante a gestão de Ricardo Vélez e não quatro convites como havia afirmado para ser recebida pelo ministro. “Pelo menos faça as contas para não passar constrangimento”, afirmou.

A sessão terminou em tumulto e o ministro teve que sair escoltado. A confusão começou quando a deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), que presidia a sessão, disse que iria conceder dois minutos aos representantes dos movimentos estudantis que havia sido acordado previamente. Durante o tumulto, o presidente da UBES, Pedro Gorki, e a presidente da UNE, Marianna Dias, foram agredidos verbalmente por deputados governistas e empurrados por seguranças, conforme mostra o vídeo a seguir. A FASUBRA Sindical se solidariza com os companheiros de luta e repudia qualquer tipo de agressão.

 

Foto em destaque: Will Shutter/ Câmara dos Deputados

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