Um economista à frente do Ministério da Educação



O novo ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, foi empossado nesta terça-feira (9), durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Weintraub assume o lugar de Ricardo Vélez Rodríguez após inúmeras polêmicas, recuos e demissões em três meses à frente da Ministério da Educação (MEC). Vélez foi o segundo ministro demitido no governo Bolsonaro.

Conforme a plataforma Lattes, do portal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Weintraub é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (1994), mestre em Administração na área de Finanças pela Faculdade Getúlio Vargas (30 de outubro de 2013).

No currículo, Weintraub se descreve como executivo do mercado financeiro, com mais de 20 anos de experiência, tendo atuado na Quest Investimentos, no Banco Votorantim, na Votorantim Corretora no Brasil e na Votorantim Securities no Estados Unidos e na Inglaterra. O novo ministro é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atuou no governo de transição de Bolsonaro e ocupava o cargo de secretário-executivo da Casa Civil, um cargo abaixo do ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O ministro é mais um seguidor das teorias de Olavo de Carvalho, os chamados olavetes. No ano passado, durante participação na Cúpula Conservadora das Américas, realizada em Foz do Iguaçu, Abraham citou o escritor e disse que era preciso adaptar as ideias dele para combater os militantes de esquerda.

A FASUBRA Sindical se posicionou criticamente as declarações do ministro Vélez que atacou os brasileiros, os trabalhadores das universidades, durante o período que esteve à frente do MEC. Também teve posição dura sobre o “projeto” apresentado pelo ex-ministro na audiência pública da Comissão de Educação porque este não atendia as reivindicações dos técnico-administrativos e não resolvia o problema da Educação no Brasil.

De acordo com a Revista Fórum, o novo ministro da Educação defendeu em setembro do ano passado que as universidades do Nordeste deixem de aplicar disciplinas como sociologia ou filosofia para focar no ensino de agronomia.

“Em Israel, o Jair Bolsonaro tem um monte de parcerias para trazer tecnologia aqui para o Brasil. Em vez de as universidades do Nordeste ficarem aí fazendo sociologia, fazendo filosofia no agreste, [devem] fazer agronomia, em parceria com Israel. Acabar com esse ódio de Israel. Israel, nas faculdades federais, é loucura o que você escuta, né?”, disse em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Apesar da declaração, na cerimônia de posse nesta terça-feira (9), Weintraub afirmou ser apartidário, não ser “radical” e se comprometeu a apresentar resultados, além de estar aberto ao diálogo.

A FASUBRA Sindical cobrou diretamente do ministro a reunião de negociação com a Federação para discutir pontos da Campanha Salarial durante audiência pública e não houve resposta. A Direção Nacional da FASUBRA se reúne no próximo dia 11 de abril e encaminhará novo ofício ao MEC solicitando nova audiência de negociação para reapresentar a pauta específica da categoria, além de cobrar do ministro uma agenda permanente para discutir questões da base.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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