{"id":10084,"date":"2018-09-21T16:51:21","date_gmt":"2018-09-21T16:51:21","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=10084"},"modified":"2018-09-21T16:51:21","modified_gmt":"2018-09-21T16:51:21","slug":"greves-de-2017-comprovaram-eficacia-da-luta-contra-o-capital","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/greves-de-2017-comprovaram-eficacia-da-luta-contra-o-capital\/","title":{"rendered":"Greves de 2017 comprovaram efic\u00e1cia da luta contra o capital"},"content":{"rendered":"<p>Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) divulgou um panorama das greves do Brasil em 2017. Trata-se do \u00faltimo levantamento das lutas do proletariado brasileiro antes do golpe do capital contra o trabalho promovido pelos burgueses e seus agentes incrustrados no Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio. Em dezembro de 2017 a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista foi revogada pelos golpistas. Antes, tr\u00eas protestos nacionais foram realizados contra as reformas previdenci\u00e1ria e trabalhista propostas por Temer e seus aliados: a greve de 15 de mar\u00e7o, a greve geral de 28 de abril e os protestos e paralisa\u00e7\u00f5es de 30 de junho.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ctb-grevesem2017-contee.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-10085\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ctb-grevesem2017-contee.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"188\"><\/a><\/p>\n<p>Os dados foram extra\u00eddos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG-Dieese), obtidos em jornais impressos e eletr\u00f4nicos, na grande m\u00eddia e na imprensa sindical. Foram registradas 1.566 greves, a maior parte da esfera p\u00fablica (814). Cerca de 54% das greves acabaram no mesmo dia em que foram deflagradas e 16% duraram mais de dez dias. Das 295 paralisa\u00e7\u00f5es que informavam o n\u00famero de grevistas, 59% reuniram at\u00e9 200 paradistas e 6% mais de 2 mil. Houve 544 (35%) greves de advert\u00eancia (an\u00fancio antecipado de seu tempo de dura\u00e7\u00e3o) e 949 (61%) por tempo indeterminado.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de movimentos organizados por empresa ou unidade preponderou (59%) em rela\u00e7\u00e3o aos movimentos que abrangeram toda a categoria. No ano passado, 81% das greves defendiam direitos j\u00e1 conquistados, sendo que mais da metade (56%) se referia ao seu descumprimento. Em 44% das greves, exigia-se regulariza\u00e7\u00e3o de vencimentos em atraso (sal\u00e1rios, f\u00e9rias, 13\u00ba ou vale salarial). A reivindica\u00e7\u00e3o por reajuste de sal\u00e1rios e pisos motivou 32% das paralisa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Funcionalismo e esfera privada<\/strong><\/p>\n<p>Das 570 greves do funcionalismo (36% do total) sobre as quais se soube o desfecho, 78% lograram algum \u00eaxito, o que demonstra continuar a ser um eficaz instrumento de luta. Reivindica\u00e7\u00f5es de reajuste dos sal\u00e1rios e pisos foram as mais frequentes nas pautas dessas greves (48%). Em seguida, a regulariza\u00e7\u00e3o de vencimentos em atraso (sal\u00e1rios, f\u00e9rias ou 13\u00ba), presente em 26%. Destas, 63% obtiveram alguma conquista.<\/p>\n<p>O Dieese registrou 746 greves na esfera privada, com mais de 33 mil horas paradas. As greves no setor de servi\u00e7os corresponderam a 76% dessas mobiliza\u00e7\u00f5es e a 77% das horas paradas. Cerca de 55% dessas greves foram encerradas no mesmo dia e 11% duraram mais de dez dias. Quase 3\/4 foram por tempo indeterminado (74%) e aproximadamente 21% foram de advert\u00eancia. Das greves nas empresas privadas, 87% reivindicavam o cumprimento de direitos.&nbsp; Alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e assist\u00eancia m\u00e9dica foram inclu\u00eddos em 28% dessas paralisa\u00e7\u00f5es. A luta por reajuste dos sal\u00e1rios e pisos ocupou o terceiro lugar de import\u00e2ncia (17%).<\/p>\n<p>A maioria dos movimentos contra empresas privadas (82, ou 48%) foi de metal\u00fargicos. Na constru\u00e7\u00e3o ocorreram 45 greves (26%); e nos qu\u00edmicos, 25 (15%). Em 77% constava ao menos um item defensivo e cerca de 60% denunciavam o descumprimento de direitos.<\/p>\n<p><strong>Terceirizados<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o Dieese, &#8220;as principais caracter\u00edsticas observadas nas mobiliza\u00e7\u00f5es de 2017 \u2013 categorias de trabalhadores envolvidos e car\u00e1ter das pautas de reivindica\u00e7\u00f5es \u2013 continuam a reafirmar a perman\u00eancia do grande ciclo grevista que emergiu mais claramente a partir de 2012&#8221;. Desse ano em diante, trabalhadores terceirizados que atuam em empresas contratadas pelo setor privado (vigilantes, recepcionistas e encarregados de limpeza) e os terceirizados de empresas contratadas pelo poder p\u00fablico (coleta de lixo e limpeza p\u00fablica, rodovi\u00e1rios do transporte coletivo urbano, enfermeiros e outros profissionais das Organiza\u00e7\u00f5es Sociais de Sa\u00fade) se destacaram nas lutas.<\/p>\n<p>&#8220;Tamb\u00e9m tiveram notoriedade as paralisa\u00e7\u00f5es promovidas por trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o envolvidos em grandes obras e por professores municipais na luta pelo pagamento do Piso Nacional do Magist\u00e9rio&#8221; aduz o Dieese.<\/p>\n<p>Em 2013, cerca de 20% da pauta grevista era por atraso no pagamento de sal\u00e1rios, 13\u00ba ou gratifica\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias. Em 2016, pulou para 42% \u2013 propor\u00e7\u00e3o que se manteve em 2017. &#8220;Os reveses no mercado de trabalho, com o aumento do desemprego e o recuo nos n\u00fameros do trabalho formalizado, certamente t\u00eam impacto negativo na disposi\u00e7\u00e3o do trabalhador para a greve, especialmente na esfera privada. Entre os servidores p\u00fablicos, por outro lado, a crise fiscal do Estado tem funcionado como um incentivo \u00e0 deflagra\u00e7\u00e3o de greves&#8221;, observa o Departamento.<\/p>\n<p>Em suas considera\u00e7\u00f5es finais, os autores do relat\u00f3rio (Rodrigo Linhares; Lu\u00eds Augusto Ribeiro da Costa, revis\u00e3o; Guilherme Akira Nishio e Leonardo Judensnaider Knijnik, estagi\u00e1rios) registram: &#8220;Mesmo que a quantidade de mobiliza\u00e7\u00f5es grevistas tenha diminu\u00eddo \u2013 as 1.566 greves registradas em 2017 significaram uma queda de 25% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 2 mil greves anuais registradas entre 2013 e 2016 \u2013, esse n\u00famero ainda \u00e9 bastante superior aos registrados em per\u00edodo anterior a 2013, quando o patamar variava ao redor de 500 greves anuais&#8221;.<\/p>\n<p>Contra a rea\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o: os trabalhadores resistem!<\/p>\n<p>Fonte: Contee<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) divulgou um panorama das greves do Brasil em 2017. 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