{"id":12343,"date":"2023-03-08T00:47:51","date_gmt":"2023-03-08T00:47:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=12343"},"modified":"2023-03-08T00:47:53","modified_gmt":"2023-03-08T00:47:53","slug":"muitos-motivos-para-lutar-e-poucos-para-comemorar-neste-8-de-marco","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/muitos-motivos-para-lutar-e-poucos-para-comemorar-neste-8-de-marco\/","title":{"rendered":"Muitos motivos para lutar e poucos para comemorar neste 8 de Mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/marcha_das_mulheres_negras_2015_87_20151127_1062697617.jpg\" alt=\"\" width=\"587\" height=\"392\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Dieese divulgou nesta ter\u00e7a-feira (7) dois trabalhos elaborados em homenagem ao 8 de Mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, sugerindo j\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o dos documentos que h\u00e1 muitos motivos para protesto e lutas, mas n\u00e3o se registram \u201cavan\u00e7os para serem comemorados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro trabalho aborda \u201cas dificuldades das mulheres chefes de fam\u00edlia no mercado de trabalho\u201d. Embora constituam a maioria da popula\u00e7\u00e3o, as mulheres est\u00e3o sub-representadas nos espa\u00e7os pol\u00edticos e de poder, \u201ce, por essa raz\u00e3o, \u00e9 muito dif\u00edcil colocar no debate legislativo as quest\u00f5es femininas\u201d, constata o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es de 2022, mesmo com o aumento das candidaturas femininas \u2013 33,3% de registros a mais nas esferas federal, estadual e distrital, segundo a Ag\u00eancia Senado -, apenas 302 mulheres, no total, conseguiram se eleger para a C\u00e2mara dos Deputados, o Senado, Assembleias Legislativas e governos estaduais, enquanto o n\u00famero de homens eleitos chegou a 1.394.<\/p>\n\n\n\n<p>.<br>A baixa participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica e nos espa\u00e7os de lideran\u00e7a inviabiliza as pautas tem\u00e1ticas sobre g\u00eanero, dificultando mudan\u00e7as. \u00c9 necess\u00e1rio criar condi\u00e7\u00f5es objetivas de participa\u00e7\u00e3o feminina em todos os espa\u00e7os de Atua\u00e7\u00e3o, que levem em conta hor\u00e1rios e a vida familiar, a maternidade, sem que as mulheres sejam obrigadas a escolher entre carreira, pol\u00edtica ou fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se fala em viol\u00eancia, conforme dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, uma mulher foi assassinada a cada 6 horas apenas no primeiro semestre de 2022. No total desse per\u00edodo, 699 mulheres foram mortas em situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou devido a quest\u00f5es que envolvem desd\u00e9m ou discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mulher, crime classificado como feminic\u00eddio, em geral decorrente da misoginia.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Machismo e racismo no mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do total da for\u00e7a de trabalho no Brasil, 44,0% eram mulheres, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (PnadC), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), para o 3\u00ba trimestre de 2022. Elas, no entanto, eram tamb\u00e9m a maioria entre os desempregados (55,5%). O resultado aparece na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o: 11,0% para as mulheres e 6,9% para os homens, no mesmo per\u00edodo de an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Do total de pessoas fora da for\u00e7a de trabalho, 64,5% eram mulheres. Desse percentual, 5,7% delas estavam em situa\u00e7\u00e3o de desalento, circunst\u00e2ncia em que as pessoas querem trabalhar e est\u00e3o dispon\u00edveis para o trabalho, mas n\u00e3o procuram coloca\u00e7\u00e3o por acreditarem que n\u00e3o v\u00e3o encontrar uma vaga ou ainda por n\u00e3o terem experi\u00eancia ou serem muito jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Do total de desalentados, 55,5% eram mulheres. Do total de mulheres ocupadas, a propor\u00e7\u00e3o de subocupadas, ou seja, que trabalharam menos de 40 horas, mas gostariam de trabalhar mais, foi superior \u00e0 dos homens: 7,8% delas estavam nessa condi\u00e7\u00e3o, enquanto entre os homens, o percentual ficou em 5,1%. Quando se analisa essa informa\u00e7\u00e3o por cor\/ra\u00e7a, nota-se que, entre as negras, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior: o percentual de trabalhadoras negras subocupadas foi 9,3% maior do que o registrado entre as n\u00e3o negras, que ficou em 6,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Maiores desalento, desocupa\u00e7\u00e3o e subocupa\u00e7\u00e3o fizeram com que a taxa de pessoas com 14 anos ou mais, subutiliza\u00e7\u00e3o entre as mulheres fosse de 25,3%, enquanto para os homens, estava na casa de 15,9%. Entre as negras, a taxa ficou em 30,2% e, entre as n\u00e3o negras, em 19,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de rendimentos, as mulheres ganharam, em m\u00e9dia, 21% a menos do que os homens \u2013 o equivalente a R$ 2.305 para elas e a R$ 2.909 para eles. Por setor de atividades, mesmo quando as mulheres eram a maioria, elas recebiam menos, em m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos, as trabalhadoras representavam cerca de 91% dos ocupados e o sal\u00e1rio foi 20% menor do que o dos homens. No grupamento educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais, elas totalizaram 75% dos ocupados e tinham rendimentos m\u00e9dios 32% menores do que os recebidos pelos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>As diferen\u00e7as de inser\u00e7\u00e3o, de ocupa\u00e7\u00e3o e de rendimentos se refletem tamb\u00e9m na fam\u00edlia e acabam determinando o n\u00edvel de bem-estar familiar, a forma como se d\u00e1 a inser\u00e7\u00e3o de cada membro e a possibilidade de acesso a bens e servi\u00e7os b\u00e1sicos. As estat\u00edsticas mostram um mercado de trabalho dominado pela misoginia e o racismo, com o patronato tirando proveito da discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e de ra\u00e7a para aumentar o grau de explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo traz muitos outros detalhes sobre a prec\u00e1ria inser\u00e7\u00e3o das mulheres na economia. Veja a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/boletimespecial\/2023\/mulheres2023.pdf\">\u00edntegra<\/a>. O Dieese tamb\u00e9m adicionou um elucidativo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/infografico\/2023\/infograficosMulheres2023.pdf\">infogr\u00e1fico<\/a>\u00a0sobre a inser\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho, onde as negras, maioria, sofrem a dupla discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e de ra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: PORTAL CTB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dieese divulgou nesta ter\u00e7a-feira (7) dois trabalhos elaborados em homenagem ao 8 de Mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, sugerindo j\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o dos documentos que h\u00e1 muitos motivos para protesto e lutas, mas n\u00e3o se registram \u201cavan\u00e7os para serem comemorados\u201d. . 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