{"id":3286,"date":"2012-12-17T13:41:50","date_gmt":"2012-12-17T13:41:50","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=3286"},"modified":"2012-12-17T13:41:50","modified_gmt":"2012-12-17T13:41:50","slug":"as-teorias-sobre-a-independencia-e-neutralidade-dos-sindicatos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/as-teorias-sobre-a-independencia-e-neutralidade-dos-sindicatos\/","title":{"rendered":"As teorias sobre a &#8220;independ\u00eancia e neutralidade&#8221; dos sindicatos"},"content":{"rendered":"<p>As for\u00e7as reacion\u00e1rias mudaram globalmente nos \u00faltimos 20 anos e o dom\u00ednio tempor\u00e1rio das for\u00e7as do capital e do reformismo nos n\u00edveis pol\u00edtico e ideol\u00f3gico ressuscitou velhas teorias sobre a \u201cindepend\u00eancia\u201d e a \u201cneutralidade\u201d dos sindicatos. Estas conce\u00e7\u00f5es afirmam que a coordena\u00e7\u00e3o da luta dos trabalhadores numa orienta\u00e7\u00e3o de classe limita essa mesma luta, subordina-a a prioridades pol\u00edticas e encurrala-a em caminhos que n\u00e3o servem os interesses da classe oper\u00e1ria de cada pa\u00eds. Naturalmente, as for\u00e7as do capital e os seus apoiantes nos sindicatos reformistas n\u00e3o ficam satisfeitos apenas com tais conce\u00e7\u00f5es, pois tamb\u00e9m as promovem e apresentam, supostamente, como modernas e progressistas.<\/p>\n<p>Em nenhum caso essas teorias s\u00e3o novas. S\u00e3o velhas teorias. Tais teorias expressaram-se no interior da FSM, mesmo desde o primeiro Congresso, em 1945, em Paris, quando os representantes de alguns sindicatos, em particular os brit\u00e2nicos e os holandeses, exigiram que a FSM permanecesse neutra em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o do colonialismo, usando a desculpa fraudulenta de que \u201cn\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o sindical\u201d.<\/p>\n<p>O confronto foi dif\u00edcil. Os brit\u00e2nicos e os holandeses foram veementemente confrontados por l\u00edderes sindicais como o indiano S. A. Dange, o cubano Lazaro Pena, o chin\u00eas Liu Chang Cheng, o sovi\u00e9tico Kuznetsov e outros. Ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o, a resolu\u00e7\u00e3o do Congresso fundador da FSM diz: \u201cteria sido uma vit\u00f3ria incompleta se o povo das col\u00f3nias e dos territ\u00f3rios de todos os pa\u00edses fossem privados dos seus direitos de auto-determina\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia nacional\u201d.<\/p>\n<p>Em cada avan\u00e7o e recuo hist\u00f3ricos, o movimento sindical teve de enfrentar tais vozes, que o instavam a que se ajustasse \u00e0s \u201cnovas realidades\u201d. No entanto, a experi\u00eancia hist\u00f3rica prova que as grandes conquistas dos sindicatos e da classe oper\u00e1ria foram alcan\u00e7adas quando os sindicatos foram orientados, na sua luta econ\u00f3mica, por uma clara orienta\u00e7\u00e3o sobre os objetivos finais da luta de classes; quando refor\u00e7aram a sua coordena\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria internacional em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s internacionalizadas for\u00e7as do capital e dos seus agentes no movimento sindical. A degenera\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as sindicais, como a da CGT, em Fran\u00e7a, ou a da CGIL, na It\u00e1lia, que antes tiveram uma orienta\u00e7\u00e3o de classe e se enraizaram nas f\u00e1bricas e nos locais de trabalho, \u00e9 um resultado desse afastamento das li\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da luta de classes. E o problema n\u00e3o \u00e9 a degenera\u00e7\u00e3o e fal\u00eancia da burocracia sindical, mas as ilus\u00f5es que cultivam nas massas trabalhadoras, o desarmamento de militantes honestos, a orienta\u00e7\u00e3o para a \u201cparceria social\u201d e a \u201cconcilia\u00e7\u00e3o e paz de classe\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que v\u00e1rias quest\u00f5es espec\u00edficas merecem novamente resposta.<\/p>\n<p>a) \u201cIndepend\u00eancia\u201d e \u201cneutralidade\u201d perante os objetivos finais da luta do proletariado pelo derrube do capitalismo e a aboli\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem?<\/p>\n<p>Embora os sindicatos n\u00e3o possam certamente iniciar uma tal mudan\u00e7a revolucion\u00e1ria, s\u00f3 atrav\u00e9s dela realizar\u00e3o o seu objetivo b\u00e1sico. O atual e completo ataque frontal do capital contra as conquistas da classe oper\u00e1ria e o seu esfor\u00e7o para sair da crise econ\u00f3mica, transferindo o fardo para os trabalhadores, prova que todas as conquistas e ganhos da luta econ\u00f3mica s\u00f3 podem ser defensivos, tempor\u00e1rios e em perigo de revers\u00e3o, se n\u00e3o estiverem ligados a uma mais ampla luta de classe por um poder diferente, que trabalhe exclusivamente em favor da classe oper\u00e1ria e seus aliados.<\/p>\n<p>Isolados de tal luta pol\u00edtica, os sindicatos s\u00f3 podem desenvolver nas massas trabalhadoras uma consci\u00eancia economicista, condenada a ser subordinada \u00e0 ideologia burguesa, uma vez que visa apenas melhorar a situa\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria no \u00e2mbito do capitalismo; assim como esgota os objetivos da classe oper\u00e1ria s\u00f3 na melhoria financeira, dos sal\u00e1rios ou das pens\u00f5es, etc. Essas s\u00e3o melhorias que os governos podem anular de vez, por exemplo, atrav\u00e9s da tributa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Por esta raz\u00e3o, os pioneiros representantes da classe trabalhadora, Marx e Engels, j\u00e1 em meados do s\u00e9culo XIX, destacaram a necessidade dos trabalhadores lutarem n\u00e3o apenas contra as consequ\u00eancias do sistema capitalista, mas, ao mesmo tempo, contra o pr\u00f3prio sistema. Eles destacaram o papel dos sindicatos como \u201cuma for\u00e7a organizada para a supera\u00e7\u00e3o do sistema de trabalho assalariado e capital\u201d.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria experi\u00eancia hist\u00f3rica mostrou claramente que apenas onde a luta econ\u00f3mica da classe oper\u00e1ria nos sindicatos foi harmoniosamente combinada com a luta pol\u00edtica pelo poder, em coordena\u00e7\u00e3o com os respetivos partidos revolucion\u00e1rios, foi poss\u00edvel abolir a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem. Tal combina\u00e7\u00e3o na luta, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o a limita, como facilita que camadas mais amplas da classe oper\u00e1ria superem supersti\u00e7\u00f5es e ilus\u00f5es, para se libertarem da ideologia burguesa e para ajudar na constru\u00e7\u00e3o de uma real Frente Unida da classe oper\u00e1ria para a promo\u00e7\u00e3o dos seus interesses comuns. Este movimento unificado n\u00e3o pode ser constru\u00eddo atrav\u00e9s de uma jun\u00e7\u00e3o artificial ou de acordos de alto n\u00edvel, mas apenas na perspetiva da mudan\u00e7a revolucion\u00e1ria da sociedade.<\/p>\n<p>b) \u201cIndepend\u00eancia\u201d e \u201cneutralidade\u201d perante o proletariado de outros pa\u00edses e as suas organiza\u00e7\u00f5es sindicais de classe?<\/p>\n<p>Durante os \u00faltimos dois s\u00e9culos, as necessidades do capital de mais e mais mercados para as suas mercadorias empurraram-no para se expandir em todos os cantos do globo. \u201cA burguesia, atrav\u00e9s da sua explora\u00e7\u00e3o do mercado mundial, tem dado um car\u00e1ter cosmopolita \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo em todos os pa\u00edses\u201d (Manifesto Comunista). A internacionaliza\u00e7\u00e3o do capital, que se tem intensificado e multiplicado desde ent\u00e3o, na era dos monop\u00f3lios transnacionais e do imperialismo, adicionou novas tarefas e deveres \u00e0 classe oper\u00e1ria, al\u00e9m das antigas. O movimento oper\u00e1rio escreveu nas suas bandeiras, ao lado do slogan para a aboli\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o, o slogan: \u201cProlet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos\u201d.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que isto apaga as tarefas antigas da classe oper\u00e1ria em cada pa\u00eds? N\u00e3o! A luta da classe trabalhadora contra o capital \u00e9 (pelo menos na forma) em primeiro lugar nacional. O proletariado de cada pa\u00eds deve terminar o seu \u201cassunto\u201d, em primeiro lugar, com a burguesia de seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>Contudo, a internacionaliza\u00e7\u00e3o das atividades do capital cria novas necessidades \u2013 uma coordena\u00e7\u00e3o internacional da a\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria para enfrentar: a estrat\u00e9gia global comum dos capitalistas contra os trabalhadores (FMI, Uni\u00e3o Europeia, Banco Mundial, OCDE, etc.), a atividade dos grandes grupos monopolistas em muitos pa\u00edses no mundo e o perigo intensificado de conflitos armados e sacrif\u00edcios humanos da classe oper\u00e1ria, devido \u00e0s rivalidades entre as diferentes partes do capital. Ser\u00e1 que essa coordena\u00e7\u00e3o internacional do proletariado suprime as peculiaridades e as particularidades da luta de classes em cada pa\u00eds?<\/p>\n<p>O movimento sindical de classe e as suas organiza\u00e7\u00f5es internacionais nunca subestimaram as tarefas espec\u00edficas a que o desenvolvimento desigual do capitalismo nos v\u00e1rios pa\u00edses os for\u00e7a a desenvolver. No entanto, nunca deixaram de real\u00e7ar os princ\u00edpios e objetivos comuns que devem ser a base de cada luta de classes consistente e que unifica, determinantemente, os interesses e as a\u00e7\u00f5es do proletariado internacional.<\/p>\n<p>Nos nossos dias, a hipocrisia de todas as for\u00e7as oportunistas no movimento sindical tem ficado a nu. Vejam-se as posi\u00e7\u00f5es tomadas sobre o ataque imperialista contra a L\u00edbia, em 2011, quando 135.000 pessoas foram assassinadas. A lideran\u00e7a da CSI2, as lideran\u00e7as sindicais da CGT, em Fran\u00e7a, da CGIL, em It\u00e1lia e de outras, como do TUC brit\u00e2nico, da DGB alem\u00e3, dos sindicatos da Holanda e da Su\u00e9cia, apoiaram a guerra imperialista. Porqu\u00ea? O seu objetivo principal era que a burguesia do seu pr\u00f3prio pa\u00eds ganhasse uma fatia maior da pilhagem do petr\u00f3leo, do g\u00e1s natural e de outros recursos geradores de riqueza da L\u00edbia. A partir desta pilhagem da riqueza de outro povo, os oportunistas tiveram direito a uma pequena participa\u00e7\u00e3o, por meio de privil\u00e9gios ou atrav\u00e9s de seus sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Veja-se a posi\u00e7\u00e3o da esgotada lideran\u00e7a das CCOO, em Espanha, na crise que ocorreu em abril de 2012 entre os estados da Argentina e de Espanha, quando houve uma amea\u00e7a de um confronto militar, desencadeada pela \u201cnacionaliza\u00e7\u00e3o\u201d do monop\u00f3lio espanhol da Repsol-YPF pelo governo da Argentina. Este monop\u00f3lio espanhol est\u00e1 a roubar h\u00e1 14 anos o petr\u00f3leo da Argentina. As CCOO concordaram oficialmente e por escrito com o governo espanhol, com os propriet\u00e1rios capitalistas da Repsol-YPF, com a Comiss\u00e3o Europeia e com todos os outros ladr\u00f5es envolvidos! Porqu\u00ea? Por causa dos ganhos provenientes da pilhagem dos recursos naturais e da explora\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria da Argentina. Seja pelos sal\u00e1rios, seja pelos privil\u00e9gios, recebe uma parte do saque.<\/p>\n<p>Em ambos os exemplos acima referidos, a hipocrisia dos oportunistas, que s\u00f3 em palavras falam sobre a solidariedade internacional e o internacionalismo, enquanto, na realidade, exploram o proletariado internacional, \u00e9 \u00f3bvia.<\/p>\n<p>c) \u201cNeutralidade\u201d de um sindicato de classe para com a FSM e a CSI?<\/p>\n<p>A necessidade da luta da classe oper\u00e1ria em cada pa\u00eds contra o poder do capital em si (n\u00e3o apenas contra os seus resultados) e a necessidade de coordena\u00e7\u00e3o internacional na mesma dire\u00e7\u00e3o deixa claro que a quest\u00e3o acima deve ser respondida negativamente. A posi\u00e7\u00e3o e as a\u00e7\u00f5es da CSI e das suas organiza\u00e7\u00f5es de base a n\u00edvel nacional prova que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com a verdadeira defesa dos interesses da classe oper\u00e1ria, mesmo os interesses imediatos numa situa\u00e7\u00e3o defensiva e muito menos os de longo prazo. Ent\u00e3o, nenhum sindicato de classe que respeite o seu papel e a sua miss\u00e3o, nenhum verdadeiro sindicalista que queira continuar a fazer parte da sua classe, pode ser capturado em tal dilema fraudulento.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode afirmar que \u201co nosso sindicato \u00e9\u2026independente e decide por conta pr\u00f3pria\u201d. Significa isto que decide por conta pr\u00f3pria estar com os servidores do FMI e do Banco Mundial? O que significam todas estas desculpas? Quem pretendem eles convencer? Ningu\u00e9m!<\/p>\n<p>O mesmo erro \u00e9 praticado por alguns camaradas que prop\u00f5em a unifica\u00e7\u00e3o da FSM com a CSI! Isto \u00e9 como se algu\u00e9m quisesse propor a unifica\u00e7\u00e3o de um partido comunista revolucion\u00e1rio com um social-democrata, ou mesmo com uma extrema-direita. Como se algu\u00e9m tentasse unir \u00f3leo com \u00e1gua.<\/p>\n<p>Os trabalhadores t\u00eam de perceber que a FSM e a CSI t\u00eam duas ra\u00edzes hist\u00f3ricas diferentes, duas estrat\u00e9gias diferentes, objetivos diferentes, ideologias e base te\u00f3rica diferentes. \u00c9 imposs\u00edvel unir estas duas linhas distintas: a que promove a luta contra o Capital e o Imperialismo e a que leva \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o aos objetivos do Capital e do Imperialismo.<\/p>\n<p>No entanto, se assum\u00edssemos que, em algum momento, algumas lideran\u00e7as burocr\u00e1ticas avan\u00e7ariam com esse processo de jun\u00e7\u00e3o artificial, \u00e9 certo que no momento seguinte se iniciaria o processo para uma nova organiza\u00e7\u00e3o de classe internacional, porque a sua exist\u00eancia \u00e9 uma necessidade objetiva.<\/p>\n<p><strong>Uma conclus\u00e3o geral<\/strong><\/p>\n<p>Todas estas teorias, que v\u00eam e v\u00e3o, t\u00eam como objetivo central justificar os recuos, as concess\u00f5es e o abandono dos princ\u00edpios da luta de classes. T\u00eam tamb\u00e9m como objetivo criar desculpas para a colabora\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as sindicais com os monop\u00f3lios e os seus governos.<\/p>\n<p>Finalmente, todos esses esfor\u00e7os visam esconder das pessoas comuns a verdade: que aquelas lideran\u00e7as sindicais perderam qualquer contacto com os reais interesses da classe oper\u00e1ria e que, ao mesmo tempo, s\u00e3o perigosos para a classe oper\u00e1ria dos outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Temos o dever de expor aos olhos dos trabalhadores essas lideran\u00e7as sindicais e a sua linha pol\u00edtica. At\u00e9 que sejam afastados todos esses tipos de &#8220;l\u00edderes&#8221; dos sindicatos, como Lenin escreveu e sublinhou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/oc_george_mavrikos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3287\" title=\"oc_george_mavrikos\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/oc_george_mavrikos.jpg\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"50\" \/><\/a><br \/>\nGeorge Mavrikos \u00e9 secret\u00e1rio-geral da Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial (FSM). Texto publicado e traduzido pelo site &#8220;pelosocialismo.net&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As for\u00e7as reacion\u00e1rias mudaram globalmente nos \u00faltimos 20 anos e o dom\u00ednio tempor\u00e1rio das for\u00e7as do capital e do reformismo nos n\u00edveis pol\u00edtico e ideol\u00f3gico ressuscitou velhas teorias sobre a \u201cindepend\u00eancia\u201d e a \u201cneutralidade\u201d dos sindicatos. 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