{"id":5444,"date":"2014-11-25T15:06:55","date_gmt":"2014-11-25T15:06:55","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=5444"},"modified":"2014-11-27T23:33:24","modified_gmt":"2014-11-27T23:33:24","slug":"25-de-novembro-dia-internacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/25-de-novembro-dia-internacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher\/","title":{"rendered":"25 DE NOVEMBRO &#8211; DIA INTERNACIONAL DE COMBATE A VIOL\u00caNCIA CONTRA A MULHER"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/AVIOLENCIA-CONTRA-MULHERNOV2014.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-5445\" alt=\"AVIOLENCIA CONTRA MULHERNOV2014\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/AVIOLENCIA-CONTRA-MULHERNOV2014.jpg\" width=\"415\" height=\"253\" srcset=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/AVIOLENCIA-CONTRA-MULHERNOV2014.jpg 692w, http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/AVIOLENCIA-CONTRA-MULHERNOV2014-300x182.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As estat\u00edsticas comprovam a realidade de viol\u00eancia contra as mulheres, da qual tomamos conhecimento todos os dias. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada) apresenta os seguintes dados: 472 mulheres morrem a cada m\u00eas, 15,5 a cada dia e 01 (uma) a cada hora e meia. Destacam-se as maiores taxas de feminic\u00eddios (morte de mulheres em raz\u00e3o do seu sexo) nas regi\u00f5es Nordeste, Centro-Oeste e Norte.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta ainda que os Estados com as maiores taxas s\u00e3o: Esp\u00edrito Santo, Bahia, Alagoas, Roraima e Pernambuco. Destaca, ainda, que as mulheres jovens foram as principais v\u00edtimas: 31% estavam na faixa et\u00e1ria de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos \u00f3bitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos.<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros tamb\u00e9m comprovam a rela\u00e7\u00e3o das mortes com o racismo, pois no Brasil, 61% dos \u00f3bitos foram de mulheres negras, maiores v\u00edtimas em quase todas as regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o do sul. Merece destaque a elevada propor\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos de mulheres negras nas regi\u00f5es Nordeste (87%), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%).<\/p>\n<p><strong>As mulheres e as diversas formas de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Se associarmos estes dados a outros, como por exemplo, a cada 02 (dois) segundos uma mulher \u00e9 estuprada no Brasil; de que o local aonde ocorre o maior numero de morte \u00e9 no lar, cujo o agressor \u00e9 o pai, padrasto, companheiro, ou um ex-companheiro, ou seja, algu\u00e9m pr\u00f3ximo da v\u00edtima, o que faz com que n\u00e3o denuncie; e de que existem v\u00e1rias formas de agress\u00e3o tanto f\u00edsicas como emocional, vamos concluir que esta estat\u00edstica pode ser muito mais alarmante.<\/p>\n<p><strong>A viol\u00eancia no local de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O ass\u00e9dio moral e sexual \u00e9 uma realidade cruel para os(as) trabalhadores(as). Os n\u00fameros de casos aumentam cada vez mais nas Universidades e de maneira geral atinge muito mais as mulheres, principalmente as que ocupam cargos nas empresas terceirizadas.<\/p>\n<p>A cada dia temos mais informa\u00e7\u00f5es de atitudes machistas, racistas e homof\u00f3bicas acontecendo nas universidades.<\/p>\n<p><strong>Lei Maria da Penha n\u00e3o reduziu morte de mulheres por viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006 para combater a viol\u00eancia contra a mulher, n\u00e3o teve impacto no n\u00famero de mortes por esse tipo de agress\u00e3o, segundo o estudo &#8220;Viol\u00eancia contra a mulher: feminic\u00eddios no Brasil&#8221;, divulgado em 2013, pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Avaliamos que isto se deve a aus\u00eancia da implementa\u00e7\u00e3o total da lei,ainda h\u00e1 muito a ser feito, como garantia das casa abrigos, mais delegacias das mulheres, profissionais especializados, etc. Quantos relatos tomamos conhecimento de mulheres que denunciaram por diversas vezes e terminaram morrendo?<\/p>\n<p>\u00c9 inquestion\u00e1vel que a exist\u00eancia da Lei \u00e9 um avan\u00e7o. Agora \u00e9 preciso cobrar que seja garantidas no or\u00e7amento verbas que garantam de fato sua implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que fazer para enfrentar todas as formas de viol\u00eancia contra as mulheres trabalhadoras<\/strong><\/p>\n<p>Lutar contra todas as formas de opress\u00e3o: machismo, racismo e homofobia \u00e9 responsabilidade de todas(os). \u00c9 preciso apoiar aos que sofrem as agress\u00f5es,discutir, informar e promover a\u00e7\u00f5es que fortale\u00e7a a luta contra a opress\u00e3o no seu local de trabalho e em toda a universidade,<br \/>\nA Dire\u00e7\u00e3o da FASUBRA com as realiza\u00e7\u00f5es dos Encontros, Semin\u00e1rios e Reuni\u00f5es para as quais a base \u00e9 convocada, tem como objetivo orientar que as bases reproduzam em suas Universidades atividades de debates contra a opress\u00e3o.<br \/>\nPor exemplo: no I Semin\u00e1rio de GLBT realizado no dia 21 de novembro ,discutiu-se a necessidade de que estas atividades fa\u00e7am partes das discuss\u00f5es cotidianas das universidades, pois a luta contra a viol\u00eancia \u00e0 mulher, o racismo,a homofobia e todas as formas de opress\u00e3o tem que ser todos os dias.<\/p>\n<p><strong>FASUBRA NA LUTA CONTRA TODAS AS FORMAS DE OPRESS\u00c3O.<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: Fasubra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estat\u00edsticas comprovam a realidade de viol\u00eancia contra as mulheres, da qual tomamos conhecimento todos os dias. 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