{"id":5887,"date":"2015-05-06T12:34:43","date_gmt":"2015-05-06T12:34:43","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=5887"},"modified":"2015-05-06T12:37:05","modified_gmt":"2015-05-06T12:37:05","slug":"xxii-confasubra-inicia-com-analise-de-conjuntura-e-discursos-em-prol-de-greve-unificada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/xxii-confasubra-inicia-com-analise-de-conjuntura-e-discursos-em-prol-de-greve-unificada\/","title":{"rendered":"XXII CONFASUBRA inicia com an\u00e1lise de conjuntura e discursos em prol de greve unificada"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/JFF_0637.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-5888\" alt=\"JFF_0637\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/JFF_0637-1024x679.jpg\" width=\"384\" height=\"254\" srcset=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/JFF_0637-1024x679.jpg 1024w, http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/JFF_0637-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Come\u00e7ou, efetivamente, na manh\u00e3 desta ter\u00e7a, dia 5, o XXII Congresso da Federa\u00e7\u00e3o de Sindicatos dos Trabalhadores nas Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino \u2013 CONFASUBRA. Os atrasos aconteceram devido a alguns problemas decorrentes do credenciamento de algumas delega\u00e7\u00f5es dos Sindicatos de base. A expectativa para o n\u00famero de participantes continua grande, e s\u00e3o esperados mais de 1.200 pessoas, entre delegados, observadores e convidados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o do Congresso foi modificada em fun\u00e7\u00e3o do atraso do primeiro dia, sendo reorganizados os hor\u00e1rios das mesas de discuss\u00e3o. O objetivo \u00e9 possibilitar que os principais assuntos de interesse da Categoria sejam abordados durante o CONFASUBRA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abertura<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas falas de abertura foi poss\u00edvel perceber que h\u00e1 consenso em favor da necessidade da greve e do fortalecimento da luta contra os ataques aos direitos dos trabalhadores. O primeiro a falar foi Pedro Armengol, da CUT, que refor\u00e7ou a ideia de uma greve forte e unificada entre os servidores p\u00fablicos federais. Em seguida, Bernadete Menezes, da Intersindical, disse que n\u00e3o se pode aceitar retrocessos, pois \u201cn\u00e3o podemos passar o bast\u00e3o dos direitos para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de trabalhadores com direitos pela metade\u201d, afirmou a sindicalista. Jo\u00e3o Paulo Ribeiro, da CTB, afirmou que \u201ca constru\u00e7\u00e3o da unidade \u00e9 um elemento fundamental para a vit\u00f3ria dos trabalhadores\u201d. J\u00e1 Paulo Barela, da CSP Conlutas, questionou a pol\u00edtica de pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, que consome quase 50% do PIB e ainda necessita de cortes severos em setores como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Joc\u00e9lio Drumont, da ISP (Internacional do Servi\u00e7o P\u00fablico) e Fernando Rodal, da CEA (Confedera\u00e7\u00e3o de Educadores Americanos) pregaram a unidade e a solidariedade na luta dos trabalhadores na Am\u00e9rica Latina. Gibran Jord\u00e3o, coordenador geral da FASUBRA, disse que este j\u00e1 \u00e9 o maior Congresso da Federa\u00e7\u00e3o, afirmando que \u201cestamos aqui para discutir e aprovar um plano de lutas e precisamos construir uma greve unificada com os servidores p\u00fablicos federais\u201d. Paulo Henrique Santos, coordenador geral da FASUBRA, lembrou que a Federa\u00e7\u00e3o tem uma hist\u00f3ria de lutas por direitos e pela diversidade e inclus\u00e3o e que \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel excluirmos trabalhadores deste momento\u201d. Finalizando, Rog\u00e9rio Marzola, coordenador geral da FASUBRA, encerrando a mesa de abertura, reafirmou a necessidade de construir uma greve para garantir os direitos e avan\u00e7ar em outros pontos, \u201cpois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel acreditar em um governo que s\u00f3 diz n\u00e3o aos trabalhadores\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rep\u00fadio ao governador Beto Richa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma das falas de abertura do Congresso, a a\u00e7\u00e3o do governador do Paran\u00e1, Beto Richa, de enviar a tropa de choque da Pol\u00edcia Militar para atacar os Educadores e servidores p\u00fablicos estaduais, que faziam uma manifesta\u00e7\u00e3o pac\u00edfica em frente \u00e0 assembleia legislativa daquele estado, foi fortemente repudiada. Neste momento, todos os presentes no plen\u00e1rio gritaram \u2018fora Beto Richa\u2019, ocasi\u00e3o \u00edmpar que demonstrou sintonia e solidariedade entre os trabalhadores das diversas esferas da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>An\u00e1lise de Conjuntura<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda no per\u00edodo da manh\u00e3, foi realizada a an\u00e1lise de conjuntura, um dos pontos fortes do CONFASUBRA, pois situa o cen\u00e1rio social, pol\u00edtico e econ\u00f4mico em que se dar\u00e3o as lutas da Categoria. Por sorteio foi definida a ordem para as interven\u00e7\u00f5es, que teve como debatedores Celso Carvalho, do Ressignificar\/CUT; Jo\u00e3o Paulo, do PCdoB\/CTB; Paulo Barela, da CSP\/CONLUTAS; Rog\u00e9rio Marzola, do Vamos \u00e0 Luta\/Intersindical; Pedro Armengol, da CUT; Leia Oliveira, da TRIBO\/CUT; e Jo\u00e3o Batista Ara\u00fajo (Bab\u00e1), da Unidos pra Lutar\/PSOL.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Celso Carvalho afirmou que estamos em um per\u00edodo hist\u00f3rico importante, onde a luta de classes \u00e9 organizada pelo neoliberalismo que define a pol\u00edtica econ\u00f4mica e ainda governa o mundo. Para ele, \u00e9 claro que a direita e a ultra-direita est\u00e3o se reorganizando, principalmente depois da Opera\u00e7\u00e3o Lavajato e que o fruto desta reorganiza\u00e7\u00e3o da direita s\u00e3o os ataques aos direitos dos trabalhadores, aos 40 milh\u00f5es de homens e mulheres que foram trazidos para a classe trabalhadora e a qualquer possibilidade de um projeto de governo progressista. Por fim ele conclamou uma unifica\u00e7\u00e3o da FASUBRA e fez um chamado do movimento para ir \u00e0s ruas e fazer o enfrentamento da direita e dos ataques aos direitos dos trabalhadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo abriu sua fala explicando o panorama da crise mundial, em que os trabalhadores s\u00e3o atacados e massacrados em fun\u00e7\u00e3o da necessidade de se aumentar os lucros dos grandes capitalistas. A forte crise econ\u00f4mica obriga que se retirem direitos em todos os pa\u00edses em fun\u00e7\u00e3o de manter os lucros altos, pois h\u00e1 um esgotamento dos recursos. Ele lembrou, tamb\u00e9m, que a m\u00eddia golpista, que n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no Brasil e sim em toda a Am\u00e9rica Latina, tem atacado os movimentos sociais e sindicais e saindo em defesa dos interesses das grandes empresas, e que isto tem que ser considerado em nossa luta. Ele sinalizou, ainda, que a sa\u00edda da crise n\u00e3o ser\u00e1 por meio de terceiriza\u00e7\u00e3o ou retirada de direitos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulo Barela relacionou a crise do Brasil e mundial com a redu\u00e7\u00e3o do crescimento na China, que \u00e9 um dos principais parceiros comerciais do pa\u00eds. Segundo ele, os trabalhadores no Brasil t\u00eam sentindo as consequ\u00eancias da redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es e principalmente a pol\u00edtica de pagamento de juros, em que cerca de 48% do PIB (Produto Interno Bruto) \u00e9 gasto com pagamento da d\u00edvida p\u00fablica. Em seu discurso, ele ainda afirmou que o ataque ao Partido dos Trabalhadores (PT) \u00e9 um ataque \u00e0s bandeiras vermelhas, por\u00e9m o pr\u00f3prio PT provocou isto ao dizer que era poss\u00edvel governar junto com os patr\u00f5es, confundindo as massas. Para ele \u00e9 necess\u00e1rio que se fa\u00e7a uma greve geral para enfrentar o governo e todos os ataques aos trabalhadores, inclusive as medidas provis\u00f3rias 664 e 665\\2015 e a PL 4330.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pedro Armengol destacou a polaridade entre direita e esquerda, principalmente no segundo turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2014, com um elemento novo, a dissemina\u00e7\u00e3o do \u00f3dio contra os pobres e os mais de 40 milh\u00f5es que passaram a ter acesso a servi\u00e7os, direitos e consumo. Segundo o sindicalista, o \u00f3dio tem como prop\u00f3sito dividir os trabalhadores e possibilitar um rompimento com qualquer conquista anterior. Avaliou, ainda, que sem uma reforma pol\u00edtica profunda n\u00e3o h\u00e1 chances de quaisquer outras reformas funcionarem, pois o poder judici\u00e1rio \u00e9 extremamente conservador e de direita, decidindo contra os trabalhadores, e o legislativo est\u00e1 cada vez mais alinhado com a direita, dando provas de que n\u00e3o est\u00e1 disposto a abra\u00e7ar uma pauta positiva para a classe. Conclamou a todos para uma greve geral no dia 28 de maio e disse que a CUT n\u00e3o ir\u00e1 aceitar ataques aos trabalhadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leia Oliveira falou sobre os consensos nas teses apresentadas pelas diversas for\u00e7as que comp\u00f5em a FASUBRA. Ao serem analisadas, as ideias se convergem na defesa dos direitos dos trabalhadores, na necessidade de lutar contra as pautas neoliberais de ajustes fiscais, terceiriza\u00e7\u00e3o e avan\u00e7o do poder do capital. \u00a0Para ela \u00e9 fundamental focar no que une a Categoria e n\u00e3o dar espa\u00e7o para a valoriza\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as. Ela ainda fez um chamado \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o, ao resgate da FASUBRA que respeita a diversidade e que \u00e9 capaz de criar consensos na luta. Para ela, se a Categoria n\u00e3o se unir e ir para as ruas exigir que o governo Dilma cumpra a pauta que a elegeu, a direita ir\u00e1 fazer com que cumpra a sua pauta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bab\u00e1 relembrou os acordos que foram feitos pelo governo Lula e pelo PT nos \u00faltimos anos. Ele citou o convite de Lula para Sarney ser presidente do Senado e a alian\u00e7a do PT com os governos eleitos no Rio de Janeiro, estado e capital, que o fez se omitir diante de v\u00e1rios movimentos sindicais em que os trabalhadores eram atacados. Afirmou, ainda, que a pol\u00edtica do governo \u00e9 uma pol\u00edtica neoliberal, de ataque aos trabalhadores e que est\u00e1 alinhado aos interesses dos banqueiros, empreiteiras e agroneg\u00f3cio. Bab\u00e1 tamb\u00e9m enfatizou a necessidade da unidade para a luta e disse que \u00e9 preciso lutar contra a pol\u00edtica de ajustes fiscais para pagamentos das d\u00edvidas p\u00fablicas, que segundo ele, consomem mais de 47% do PIB nacional, ou mais de R$ 3 bilh\u00f5es por dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Fasubra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Come\u00e7ou, efetivamente, na manh\u00e3 desta ter\u00e7a, dia 5, o XXII Congresso da Federa\u00e7\u00e3o de Sindicatos dos Trabalhadores nas Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino \u2013 CONFASUBRA. Os atrasos aconteceram devido a alguns problemas decorrentes do credenciamento de algumas delega\u00e7\u00f5es dos Sindicatos de base. 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