{"id":5922,"date":"2015-05-08T16:56:20","date_gmt":"2015-05-08T16:56:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=5922"},"modified":"2015-05-08T16:56:20","modified_gmt":"2015-05-08T16:56:20","slug":"debate-sobre-educacao-e-combate-as-opressoes-marca-trabalhos-desta-quarta-no-confasubra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/debate-sobre-educacao-e-combate-as-opressoes-marca-trabalhos-desta-quarta-no-confasubra\/","title":{"rendered":"Debate sobre Educa\u00e7\u00e3o e Combate as Opress\u00f5es marca trabalhos desta quarta no Confasubra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Educacao-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-5923\" alt=\"Educacao-01\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Educacao-01.jpg\" width=\"490\" height=\"327\" srcset=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Educacao-01.jpg 490w, http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Educacao-01-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nessa quarta-feira, 6 de maio, um debate sobre Educa\u00e7\u00e3o e Combate as Opress\u00f5es movimentou o plen\u00e1rio do XXII CONFASUBRA, que acontece at\u00e9 sexta em Po\u00e7os de Caldas, Minas Gerais. Os temas foram unificados na mesa em fun\u00e7\u00e3o do reajuste da programa\u00e7\u00e3o. A coordenadora de Educa\u00e7\u00e3o da FASUBRA, Ros\u00e2ngela Costa, mediou o debate sobre Educa\u00e7\u00e3o, enquanto Ivanilda Reis, coordenadora da pasta da Mulher Trabalhadora, foi respons\u00e1vel pela media\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica Combate as Opress\u00f5es.<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Cristiano Zenaide, da CTB, afirmou que atualmente o conhecimento est\u00e1 sendo tratado como fonte de capital, e que cada vez mais o capitalismo tenta explorar esta fonte por meio das pol\u00edticas neoliberais implantadas nos pa\u00edses mais pobres. Segundo ele, Estados Unidos, Austr\u00e1lia e os pa\u00edses europeus se armam, como se estivessem em guerra, para manterem a hegemonia do conhecimento, fazendo tudo para que os demais n\u00e3o possam expandir suas universidades. Ele aponta tamb\u00e9m o crescimento do n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas voltadas para o ensino superior e t\u00e9cnico nos \u00faltimos anos, o que tem contribu\u00eddo na luta contra esta hegemonia. Por fim o palestrante destacou a necessidade de se lutar pelo cumprimento do Plano Nacional da Educa\u00e7\u00e3o (PNE) e da manuten\u00e7\u00e3o do ensino p\u00fablico e gratuito.<\/p>\n<p>Rafael Pereira, do Ressiginificar, destacou o papel da educa\u00e7\u00e3o como campo estrat\u00e9gico da disputa na luta de classes, sendo necess\u00e1rio fazer um debate sobre como a educa\u00e7\u00e3o pode estar a servi\u00e7o da quebra da hegemonia do sistema capitalista. Para avan\u00e7ar na luta revolucion\u00e1rio \u00e9 necess\u00e1rio ter uma educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m revolucion\u00e1ria, alertou o palestrante. Ele avalia que a participa\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es para Reitor das Universidades, por exemplo, proporciona um espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o e um ac\u00famulo de for\u00e7as, e n\u00e3o pode ser desconsiderada, pois tamb\u00e9m s\u00e3o espa\u00e7os para a experimenta\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas democr\u00e1ticas. Para ele, o modelo atual de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 voltado para o mercado e \u00e9 preciso discutir qual a forma\u00e7\u00e3o que se deve dar aos cidad\u00e3os, pois hoje impera apenas a vontade do mercado.<\/p>\n<p>M\u00e1rio J\u00fanior, do Vamos \u00e0 Luta, declarou apoio aos movimentos grevistas dos educadores do Paran\u00e1 e de S\u00e3o Paulo. Ele fez um apelo para que a FASUBRA fa\u00e7a o debate sobre o desmanche nas universidades em todas as entidades de sua base. Ainda, retratou a situa\u00e7\u00e3o do Brasil como um pa\u00eds subalterno e com uma educa\u00e7\u00e3o influenciada por uma matriz neoliberal. Segundo M\u00e1rio, qualquer expans\u00e3o universit\u00e1ria precisa ser feita por meio de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas apoiadas no trip\u00e9 do ensino, pesquisa e extens\u00e3o; de forma a garantir um ensino de qualidade e transformador, o que, para ele, n\u00e3o foi feito nos \u00faltimos anos pelo Governo, pois foram abertas mais vagas nas institui\u00e7\u00f5es privadas do que nas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Gibran Jord\u00e3o, coordenador Geral da FASUBRA, lembrou que os T\u00e9cnicos-Administrativos em Educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o participantes da produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de todo o conhecimento gerado nas melhores universidades do pa\u00eds e da Am\u00e9rica Latina. Ele relatou que a expans\u00e3o do ensino superior brasileiro foi feita por meio do ensino privado, sendo que a grande maioria dos 7,4 milh\u00f5es dos estudantes universit\u00e1rios est\u00e3o nestas institui\u00e7\u00f5es; sendo que o governo tem tirado o dinheiro das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para repassar \u00e0s privadas, com o objetivo de possibilitar esta expans\u00e3o. Na vis\u00e3o de Gibran, a EBSERH significa a privatiza\u00e7\u00e3o e a precariza\u00e7\u00e3o da universidade e dos trabalhadores, e este projeto precisa ser derrotado. Ao final ele fez um chamado \u00e0 greve geral na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal.<\/p>\n<p>Leia Oliveira, do Coletivo Tribo, explicou que a luta contra a homofobia, machismo e racismo passa pela luta por uma educa\u00e7\u00e3o transformadora, capaz de municiar a luta contra as opress\u00f5es. Ela criticou a atua\u00e7\u00e3o da FASUBRA nos \u00faltimos anos ao se omitir das disputas pela educa\u00e7\u00e3o dentro do Congresso Nacional. Para L\u00e9ia \u00e9 necess\u00e1rio ir para o mundo real e fazer a disputa no Congresso, que atualmente est\u00e1 desfavor\u00e1vel aos trabalhadores, e nos demais espa\u00e7os de debate sobre a educa\u00e7\u00e3o, como no momento em que a CUT e a CTB conseguiram incluir no Plano Nacional de (PNE) um artigo que valoriza a Categoria dos T\u00e9cnico-Administrativos em Educa\u00e7\u00e3o. Ela ressaltou tamb\u00e9m a necessidade de se fazer a disputa dentro do PNE para incluir a pauta dos trabalhadores no plano e garantir os avan\u00e7os desejados.<\/p>\n<p>Combate \u00e0s Opress\u00f5es<\/p>\n<p>S\u00edlvia Ferraro, do Movimento Mulheres em Luta, abriu o debate refletindo sobre a dificuldade que os trabalhadores e trabalhadoras passam por todo o mundo, quando s\u00e3o atacados por pol\u00edticas neoliberais de os ajustes fiscais e retiradas de direitos. Segundo ela, o capitalismo usa a opress\u00e3o das mulheres, negros e negras e LGBTs, como forma de aumentar a explora\u00e7\u00e3o sobre esses trabalhadores. Eles s\u00e3o direcionados para empregos piores e precarizados, como por exemplo, trabalhar em empresas terceirizadas, onde a rotatividade \u00e9 alta, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o prejudiciais e os sal\u00e1rios s\u00e3o inferiores ao mercado. Com as pol\u00edticas de ajuste fiscal e de austeridade esta situa\u00e7\u00e3o ainda se agrava mais, pois os trabalhadores perdem o acesso aos direitos como seguro desemprego e aux\u00edlio reclus\u00e3o, para ela \u201ca \u00fanica fonte de renda de grande parte das mulheres que recebem\u201d.<\/p>\n<p>Maria de Lourdes Lose, do Ressignificar, lembrou que a FASUBRA teve um papel importante na luta para tirar os T\u00e9cnico-Administrativos em Educa\u00e7\u00e3o da invisibilidade nas universidades, que, at\u00e9 ent\u00e3o, eram vistos como coadjuvantes. Ela pede que se fa\u00e7a uma reflex\u00e3o sobre o ato de contratar uma dom\u00e9stica para trabalhar em casa, pois ele reproduz um comportamento nocivo, que \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o do trabalhador. Ela aponta, ainda, a dificuldade de tratar as diversidades na universidade, tal como a dificuldade de se aceitar que ind\u00edgenas, quilombolas, negros e negras e pobres tenham acesso ao ensino superior. Outro ponto abordado foi a dificuldade de as mulheres ocuparem cargos estrat\u00e9gicos nas institui\u00e7\u00f5es, e at\u00e9 mesmo sindicatos, sendo relegadas a outras fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Diego Rodrigues, coordenador de Pol\u00edticas Sociais e de G\u00eanero da FASUBRA, relatou a atua\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, que tem sido vanguarda no combate \u00e0 homofobia, racismo e machismo. Por meio da Internacional do Servi\u00e7o P\u00fablico t\u00eam sido promovidas diversas a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s opress\u00f5es e de defesa da dignidade humana, como o 1\u00ba Semin\u00e1rio de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais da FASUBRA, no dia 21 de novembro de 2014, bem como as reuni\u00f5es com os prefeitos eleitos em 2012 e a cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Regional da Am\u00e9rica Latina para a LGBT. Por fim, ressaltou a necessidade de que a luta nas universidades para o uso do nome social por transexuais seja estendida tamb\u00e9m para os T\u00e9cnico-Administrativos em Educa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o somente para estudantes.<\/p>\n<p>Ana Carolina Barbosa, da Uni\u00e3o Brasileira de Mulheres, disse que n\u00e3o culpa somente os homens pelo comportamento machista, pois o sistema opressor e capitalista \u00e9 que induz a estes comportamentos. Ela lembra que o direito das mulheres faz parte dos direitos humanos e \u00e9 fundamental aproveitar o momento pol\u00edtico para garantir que o Congresso Nacional aprove a pauta da luta das mulheres. De acordo com ela, o Parlamento est\u00e1 cada vez mais fundamentalista e tem promovido uma agenda de aumento das opress\u00f5es ao debater Estatuto da Fam\u00edlia e outras leis que restringem direitos. Ainda, questionou o papel das mulheres nas institui\u00e7\u00f5es sindicais, se h\u00e1 espa\u00e7o para elas e at\u00e9 onde elas podem atuar em igualdade com os homens.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Alves Neto, do Vamos \u00e0 Luta, fez um resgate das opress\u00f5es pelos europeus aos negros e negras, quando foram escravizados e utilizados como m\u00e3o-de-obra para todos os tipos de servi\u00e7os, sem se preocuparem com as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e vida. Para ele o que acontece atualmente \u00e9 um massacre \u00e0 popula\u00e7\u00e3o africana, e o mundo tem ignorado o que ocorre. O palestrante apontou os ataques \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra, como os acontecidos nos Estados Unidos, e os ataques das pol\u00edticas neoliberais do governo Dilma Roussef, que, segundo ele, \u201ctem alvo espec\u00edfico, a popula\u00e7\u00e3o negra e pobre do pa\u00eds\u201d. Ele ainda chamou a Federa\u00e7\u00e3o para avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de propostas que possibilitem a real inclus\u00e3o dos oprimidos na universidade.<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nessa quarta-feira, 6 de maio, um debate sobre Educa\u00e7\u00e3o e Combate as Opress\u00f5es movimentou o plen\u00e1rio do XXII CONFASUBRA, que acontece at\u00e9 sexta em Po\u00e7os de Caldas, Minas Gerais. Os temas foram unificados na mesa em fun\u00e7\u00e3o do reajuste da programa\u00e7\u00e3o. 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