{"id":9989,"date":"2018-08-08T03:00:15","date_gmt":"2018-08-08T03:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=9989"},"modified":"2018-08-08T03:00:15","modified_gmt":"2018-08-08T03:00:15","slug":"brasil-e-o-quinto-pais-que-mais-mata-mulheres-no-mundo-imagine-sem-a-lei-maria-da-penha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/brasil-e-o-quinto-pais-que-mais-mata-mulheres-no-mundo-imagine-sem-a-lei-maria-da-penha\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o quinto pa\u00eds que mais mata mulheres no mundo. Imagine sem a Lei Maria da Penha?"},"content":{"rendered":"<p>A Lei 11.340 foi sancionada pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, no dia 7 de agosto de 2006. Foi batizada Lei Maria da Penha em homenagem \u00e0 essa mulher que sobreviveu a uma tentativa de assassinato e fez de sua vida uma luta contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/silencio-mata.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-9990\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/silencio-mata.png\" alt=\"\" width=\"521\" height=\"257\"><\/a><\/p>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o Brasil \u00e9 o quinto pa\u00eds que mais mata mulheres no mundo, al\u00e9m da viol\u00eancia dom\u00e9stica campear. Segundo o Atlas da Viol\u00eancia 2018, do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica em parceria com o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada, somente em 2016 foram assassinadas 4.645 mulheres no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma vergonha fazermos parte desse triste ranking\u201d, diz Celina Ar\u00eaas, secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da CTB. Por isso, diz ela, \u201ca Lei Maria da Penha e outras pol\u00edticas p\u00fablicas para a prote\u00e7\u00e3o e acolhimento das mulheres t\u00eam sido fundamentais para o aumento de den\u00fancias\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/portalctb.org.br\/site\/images\/ligue_180-rompendo_o_silencio.jpg\" alt=\"ligue 180 rompendo o silencio\" width=\"486\" height=\"440\"><\/p>\n<p>Caso da Central de Atendimento \u00e0 Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia &#8211; Ligue 180 -, criada em 2005 e, de acordo com a Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres (que perdeu status de minist\u00e9rio com o governo golpista de Michel Temer), recebeu 844.123 relatos de viol\u00eancia contra a mulher, na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>A SPM informa que somente nos sete primeiros meses de 2018, o Ligue 180 registrou 79.661 den\u00fancias. Em primeiro lugar vem a viol\u00eancia f\u00edsica com 37.396 casos registrados, seguido por viol\u00eancia psicol\u00f3gica com 26.527 relatos e 6.471 mulheres denunciaram ter sofrido abuso sexual, al\u00e9m de c\u00e1rcere privado, abuso patrimonial, entre outras den\u00fancias.<\/p>\n<p>Sandra Melo, chefe da Delegacia de Atendimento \u00e0 Mulher do Distrito Federal, acredita na necessidade de uma implementa\u00e7\u00e3o mais eficaz das pol\u00edticas p\u00fablicas e integr\u00e1-las. \u201cN\u00f3s, do sistema da Justi\u00e7a, atuamos na consequ\u00eancia. Tem que mexer na causa&#8221;, diz ela ao G1.<\/p>\n<p>Para Celina, \u201co movimento feminista tem que se organizar de modo mais contundente para obrigar o Estado a tomar provid\u00eancias e criar um grande programa de educa\u00e7\u00e3o que inclua a quest\u00e3o da viol\u00eancia de g\u00eanero nas escolas\u201d.<\/p>\n<p>Casos recentes de feminic\u00eddios (quando a mulher \u00e9 assassinada por ser mulher) chamam muito a aten\u00e7\u00e3o para a virul\u00eancia dos algozes e a pouca a\u00e7\u00e3o da sociedade em proteger as v\u00edtimas. O caso da advogada Tatiane Spitzner, de Guarapuava (PR), \u201c\u00e9 um exemplo claro de que em briga de marido e mulher devemos meter a colher sim\u201d, afirma Celina. Isso porque a advogada foi agredida diante das c\u00e2maras do condom\u00ednio onde residia e ningu\u00e9m prestou socorro.<\/p>\n<p>Como diz, \u00e0 BBC News Brasil, a ju\u00edza Teresa Cristina Cabral Santana, da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar do Poder Judici\u00e1rio do Estado de S\u00e3o Paulo, a \u201cinterven\u00e7\u00e3o pode salvar uma vida\u201d.Teresa explica que \u201cquando a pessoa percebe que est\u00e1 sendo observada, que tem testemunhas, que tem algu\u00e9m que possa contar o que aconteceu, a tend\u00eancia \u00e9 parar ou diminuir, pelo menos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Lei Maria da Penha, de Luana Hansen e Drika Ferreira<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gO2pmqIFVNo?rel=0&amp;showinfo=0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p>Segundo o estudo da OMS, no Brasil, s\u00e3o 2 milh\u00f5es de mulheres espancadas por ano, uma a cada 24 segundos. Al\u00e9m disso, ocorrem de 4,8 feminic\u00eddios para 100 mil mulheres, o que coloca o Brasil com a quinta taxa maior de feminic\u00eddios no mundo.<\/p>\n<p>Por isso, para a ju\u00edza, \u201cno m\u00ednimo, os vizinhos t\u00eam que chamar a pol\u00edcia. Se voc\u00ea ouve um pedido de socorro, n\u00e3o pode esperar para ver o que vai acontecer\u201d. Celina concorda com ela e diz que \u201ca nossa atitude pode salvar vidas\u201d.<\/p>\n<p>Mas, acentua a sindicalista, \u201co Estado tem que cumprir o seu papel de proteger as cidad\u00e3s. A Lei Maria da Penha se transformou num mecanismo fundamental para as den\u00fancias, mas \u00e9 necess\u00e1rio ampliar o atendimento \u00e0s v\u00edtimas\u201d.<\/p>\n<p>Para ela, a justi\u00e7a e a pol\u00edcia n\u00e3o est\u00e3o bem preparadas para prestar o devido atendimento \u00e0s v\u00edtimas e encaminh\u00e1-las como determinam as leis existentes. \u201cDevemos lutar para a efetiva\u00e7\u00e3o de uma Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a que valorize a vida das pessoas\u201d.<\/p>\n<p>No caso das mulheres, complementa, \u201csomente com um forte trabalho de educa\u00e7\u00e3o de toda a sociedade contra a cultura do estupro, envolvendo inclusive os meios de comunica\u00e7\u00e3o, podem iniciar um processo de mudan\u00e7a de comportamento\u201d.<\/p>\n<p>Celina refor\u00e7a a necessidade de maior divulga\u00e7\u00e3o do <strong>Ligue 180<\/strong> e de organiza\u00e7\u00e3o das mulheres para for\u00e7ar o Estado a agir. \u201cAs elei\u00e7\u00f5es est\u00e3o chegando. \u00c9 fundamental votarmos em candidatas e candidatos voltados para a cultura da paz, dos direitos humanos e do respeito a todas as pessoas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Marcos Aur\u00e9lio Ruy \u2013 Portal CTB. Foto: Paulo Pinto\/AGPT<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Lei 11.340 foi sancionada pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, no dia 7 de agosto de 2006. Foi batizada Lei Maria da Penha em homenagem \u00e0 essa mulher que sobreviveu a uma tentativa de assassinato e fez de sua vida uma luta contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica. 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