{"id":12976,"date":"2024-09-24T18:32:25","date_gmt":"2024-09-24T18:32:25","guid":{"rendered":"https:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=12976"},"modified":"2024-09-24T18:32:27","modified_gmt":"2024-09-24T18:32:27","slug":"brasil-deve-ambicionar-um-crescimento-mais-robusto-do-pib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sintema.org.br\/sintema\/brasil-deve-ambicionar-um-crescimento-mais-robusto-do-pib\/","title":{"rendered":"Brasil deve ambicionar um crescimento mais robusto do PIB"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/PIB.jpeg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Durante a pr\u00f3diga fase de industrializa\u00e7\u00e3o, entre os anos 1930 a 1980, o PIB do Brasil cresceu a uma taxa m\u00e9dia anual superior a 6%. A partir dos anos 1980 a situa\u00e7\u00e3o mudou dramaticamente.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>No rastro da crise da d\u00edvida externa, que eclodiu no in\u00edcio daquela d\u00e9cada e resultou numa nefasta transfer\u00eancia de recursos ao exterior para pagamento dos juros, a situa\u00e7\u00e3o mudou dramaticamente.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A economia nacional passou a desenvolver ciclos que foram caracterizados pelos economistas como voos de galinha. A taxa m\u00e9dia de crescimento da produ\u00e7\u00e3o desabou para pouco mais de 2% ao ano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Desde ent\u00e3o, o desempenho da economia foi de mal a pior, sendo agravada com a emerg\u00eancia do neoliberalismo nos anos 1990, a desindustrializa\u00e7\u00e3o, progressiva financeiriza\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento p\u00fablico e entrega das empresas estatais a capitalistas nativos e estrangeiros. O pa\u00eds experimentou a desafortunada receita neoliberal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O assim chamado \u201cnovo normal\u201d, de baixo crescimento e voos de galinha, foi naturalizado e criou at\u00e9 uma ideologia que enaltece a mediocridade econ\u00f4mica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os arautos do sistema financeiro, por exemplo, afirmam que o potencial de crescimento do&nbsp; PIB brasileiro n\u00e3o passa de 2,5% e enxergam em qualquer desvio deste percentual um sinal de superaquecimento e risco de descontrole inflacion\u00e1rio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Do outro lado, mesmo nas fileiras das correntes ditas desenvolvimentistas a ambi\u00e7\u00e3o por um crescimento robusto da produ\u00e7\u00e3o esmoreceu.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A taxa anual de crescimento da \u00cdndia est\u00e1 em torno de 7%. O PIB da China avan\u00e7ou 5,2% no ano passado e deve adicionar mais 5% ao seu valor neste ano, a julgar pela previs\u00e3o do FMI.&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Depois dos anos de depress\u00e3o e estagna\u00e7\u00e3o que se seguiram ao golpe de 2016, nos governos Temer e Bolsonaro, a recupera\u00e7\u00e3o da economia sob o governo Lula merece ser exaltada e comemorada. Mas, \u00e9 de bom tom evitar o exagero.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Conforme alertou o economista Paulo Nogueira Batista J\u00fanior em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, \u201cn\u00e3o podemos soltar fogos por crescimento de 3%\u201d, pois este deve ser o piso e n\u00e3o o teto do crescimento econ\u00f4mico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nogueira J\u00fanior foi diretor-executivo do Fundo Monet\u00e1rio Internacional e vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do Brics hoje presidido por Dilma Rousseff.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Leia abaixo extratos da entrevista publicada no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasil247.com\/entrevistas\/nao-podemos-soltar-fogos-por-crescimento-de-3-diz-paulo-nogueira-batista-junior\">site 247<\/a>, que contempla tamb\u00e9m outros problemas correlatos da economia nacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para o economista embora o n\u00famero represente um avan\u00e7o, o Brasil tem potencial para crescer muito mais e n\u00e3o deve se contentar com esse desempenho. \u201cOs dados da economia brasileira demonstraram mais uma vez a incapacidade dos economistas liberais de prever o desempenho do PIB\u201d, afirmou Batista J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs economistas est\u00e3o errando h\u00e1 tr\u00eas anos\u201d, completou, referindo-se \u00e0 discrep\u00e2ncia entre as previs\u00f5es de crescimento e o resultado efetivo da economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Batista J\u00fanior enfatizou que, mesmo diante de adversidades, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca que afetou diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, o Brasil ainda consegue atingir o crescimento de 3%. \u201cO Brasil vai crescer 3% apesar dos choques de oferta\u201d, disse. Por\u00e9m, ele adverte que esse n\u00famero deve ser visto como o m\u00ednimo aceit\u00e1vel para o pa\u00eds. \u201cN\u00e3o vamos soltar fogos por crescimento de 3%. Esses 3% devem ser o nosso piso, e n\u00e3o o nosso teto. , afirmou, refor\u00e7ando que o potencial do pa\u00eds est\u00e1 muito al\u00e9m das metas atualmente alcan\u00e7adas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O papel do Banco Central e a economia sob nova dire\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto levantado por Paulo Nogueira Batista J\u00fanior foi a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria e o impacto das decis\u00f5es do Banco Central no crescimento econ\u00f4mico. Para o economista, um dos principais erros foi a fixa\u00e7\u00e3o de uma meta de infla\u00e7\u00e3o \u201cambiciosa demais\u201d, o que teria prejudicado a din\u00e2mica do crescimento. \u201cO erro foi fixar a meta de infla\u00e7\u00e3o ambiciosa demais\u201d, criticou, referindo-se \u00e0 gest\u00e3o de Roberto Campos Neto, atual presidente do Banco Central.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a sa\u00edda de Campos Neto prevista para breve, Batista J\u00fanior v\u00ea a possibilidade de mudan\u00e7as significativas na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica. Ele considera que a nova gest\u00e3o do Banco Central, sob a lideran\u00e7a de Gabriel Gal\u00edpolo, tem uma grande responsabilidade pela frente. \u201cSem Roberto Campos Neto, \u00e9 chegada a hora da mudan\u00e7a\u201d, afirmou o economista, prevendo uma nova fase para o controle monet\u00e1rio no Brasil. \u201cA partir de janeiro, o governo Lula ter\u00e1 a presid\u00eancia do Banco Central, com Gabriel Gal\u00edpolo, e a maioria dos diretores\u201d, comentou. Para Batista J\u00fanior, o governo tem a obriga\u00e7\u00e3o de iniciar uma mudan\u00e7a estrutural na pol\u00edtica econ\u00f4mica j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O primeiro teste de Gabriel Gal\u00edpolo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os desafios que aguardam Gal\u00edpolo, Batista J\u00fanior destacou a quest\u00e3o da PEC\/65, que, segundo ele, representa um risco ao Pa\u00eds. \u201cTeste n\u00famero um do Gal\u00edpolo: como vai lidar com a PEC\/65, que \u00e9 t\u00e3o nociva?\u201d, questionou. A PEC, que amplia a independ\u00eancia do Banco Central, tem sido amplamente criticada por economistas que a consideram prejudicial por facilitar a captura da autoridade monet\u00e1ria pelo sistema financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista argumenta que, com a mudan\u00e7a no comando do Banco Central, h\u00e1 uma oportunidade \u00fanica para corrigir rumos e ajustar as pol\u00edticas econ\u00f4micas. \u201cO governo tem a obriga\u00e7\u00e3o de iniciar uma mudan\u00e7a a partir de janeiro\u201d, refor\u00e7ou, apostando em uma virada de chave na gest\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proje\u00e7\u00f5es e desafios para o futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O coment\u00e1rio de Batista J\u00fanior vem no contexto das mais recentes proje\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas divulgadas pelo Minist\u00e9rio da Fazenda. Segundo o novo boletim da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE), a expectativa de crescimento do PIB brasileiro em 2024 foi elevada de 2,5% para 3,2%. No entanto, as previs\u00f5es para 2025 foram revistas para baixo, com uma expectativa de crescimento de 2,5%. Apesar da revis\u00e3o positiva para o pr\u00f3ximo ano, Batista J\u00fanior alerta que o Brasil pode e deve almejar mais. Para ele, o crescimento econ\u00f4mico de 3% \u00e9 apenas um ponto de partida e n\u00e3o deve ser visto como o limite do que o pa\u00eds pode alcan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio, portanto, ser\u00e1 manter a trajet\u00f3ria de crescimento em um cen\u00e1rio de ajustes fiscais e controle da infla\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que se lida com as press\u00f5es externas e os impactos clim\u00e1ticos, que t\u00eam afetado setores importantes da economia, como a agricultura. O economista acredita que, com uma pol\u00edtica econ\u00f4mica mais alinhada ao crescimento sustent\u00e1vel, o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es de superar esses obst\u00e1culos e atingir taxas de crescimento mais robustas nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Portal CTB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a pr\u00f3diga fase de industrializa\u00e7\u00e3o, entre os anos 1930 a 1980, o PIB do Brasil cresceu a uma taxa m\u00e9dia anual superior a 6%. A partir dos anos 1980 a situa\u00e7\u00e3o mudou dramaticamente. 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