{"id":3485,"date":"2013-02-22T12:24:28","date_gmt":"2013-02-22T12:24:28","guid":{"rendered":"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/?p=3485"},"modified":"2013-03-05T14:27:30","modified_gmt":"2013-03-05T14:27:30","slug":"brasileiros-poupam-so-meia-aposentadoria-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sintema.org.br\/sintema\/brasileiros-poupam-so-meia-aposentadoria-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Brasileiros poupam s\u00f3 meia aposentadoria, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/poupan\u00e7a.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3486\" title=\"poupan\u00e7a\" src=\"http:\/\/sintema.org.br\/sintema\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/poupan\u00e7a.jpg\" alt=\"\" width=\"276\" height=\"183\" \/><\/a><\/p>\n<p>C\u00e1lculo foi feito pelos pr\u00f3prios pesquisados, que estimam em apenas 12 anos dura\u00e7\u00e3o dos recursos guardados, contra expectativa de vida de mais 23 anos ap\u00f3s se retirar da profiss\u00e3o<\/p>\n<p>Na cabe\u00e7a do brasileiro, aposentadoria \u00e9 um assunto subestimado, do tipo que pode ser deixado para depois. No entanto, esse adiamento, conforme mostra o estudo &#8220;O Futuro da Aposentadoria &#8211; Uma Nova Realidade&#8221;, do HSBC, cobrar\u00e1 um pre\u00e7o alto: os valores poupados v\u00e3o durar pouco mais da metade do necess\u00e1rio para toda a vida p\u00f3s-trabalho. E este c\u00e1lculo foi feito pelos pr\u00f3prios pesquisados, que estimam em apenas 12 anos a dura\u00e7\u00e3o dos recursos guardados, contra uma expectativa de vida de mais 23 anos ap\u00f3s se retirar da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o superintendente executivo de gest\u00e3o de patrim\u00f4nio do HSBC, Gilberto Poso, &#8220;a diferen\u00e7a entre a percep\u00e7\u00e3o de quanto vai se viver quando aposentado e o quanto se espera que o dinheiro dure mostra o brasileiro menos preparado que em outras regi\u00f5es do mundo&#8221;. No Brasil, o per\u00edodo apontado na pesquisa, de 11 anos, \u00e9 37% maior que a m\u00e9dia global, de 8 anos.<\/p>\n<p>Os resultados do levantamento do HSBC, feito com 15 mil pessoas em 15 pa\u00edses, entre os quais mais de mil entrevistados no Brasil, revela um futuro pouco tranquilo aos trabalhadores brasileiros. Quase dois ter\u00e7os, ou seja, 64% dos entrevistados, nunca poupou para a aposentadoria. E 69% da faixa de 45 a 54 anos ainda n\u00e3o guardou nenhum centavo para garantir o futuro. Entre aqueles que j\u00e1 come\u00e7aram, nada menos que 59% avaliam como inadequada sua prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>As fichas ainda n\u00e3o ca\u00edram<\/strong><br \/>\nO estudo refor\u00e7a ainda a percep\u00e7\u00e3o de que as fichas do aumento da longevidade e da rentabilidade menor das aplica\u00e7\u00f5es de renda fixa ainda n\u00e3o ca\u00edram para a maioria. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a expectativa de vida aumentou 3,65 anos na \u00faltima d\u00e9cada, o que mostra uma acelera\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia hist\u00f3rica. A t\u00e1bua atuarial BR-EMS, um conjunto de dados estat\u00edsticos usados pela maioria das seguradoras no pa\u00eds para o c\u00e1lculo de renda vital\u00edcia na aposentadoria, indica que, em m\u00e9dia, homens vivem at\u00e9 os 86,4 anos e as mulheres at\u00e9 os 89,7 anos no Brasil.<\/p>\n<p>Portanto, as profissionais que parassem de trabalhar aos 55 anos teriam de ter recursos guardados para prover quase 35 anos sem sal\u00e1rio, enquanto trabalhadores masculinos na mesma condi\u00e7\u00e3o ainda viveriam pouco mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Para &#8220;caber&#8221; na expectativa de 23 anos indicada na pesquisa, as mulheres s\u00f3 poderiam parar aos 67 anos, enquanto os homens teriam de trabalhar at\u00e9 63 anos.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual, de queda dos juros reais (ap\u00f3s descontar a infla\u00e7\u00e3o), o tempo de acumula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser esticado para o poupador assegurar a mesma renda, se n\u00e3o pretende aumentar o valor da contribui\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, esse intervalo extra pode chegar a mais de 15 anos, comparada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2009, quando o retorno real alcan\u00e7ava mais de 6% ao ano.<\/p>\n<p><strong>Cultura de curto prazo<\/strong><br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o de Poso, apesar do quadro desafiador, o levantamento do HSBC revela que existe uma cultura de curto prazo no pa\u00eds, focada em satisfa\u00e7\u00e3o mais imediata das necessidades. Um dado do estudo refor\u00e7a essa ideia: segundo a pesquisa, 49% dos brasileiros preferem poupar para f\u00e9rias do que guardar o dinheiro para aposentadoria.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 um pensamento influenciado pelo consumo no Brasil, mas existe tamb\u00e9m um hist\u00f3rico de confiar ou esperar que o Estado v\u00e1 prover seus recursos na aposentadoria&#8221;, afirma Poso. O estudo indica que, no Brasil, 31% consideram a previd\u00eancia p\u00fablica como fonte de renda essencial na aposentadoria. Os entrevistados esperam do INSS quase um ter\u00e7o da renda total no futuro.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de contar com o INSS como fonte de proventos cresce ainda conforme a idade. &#8220;As pessoas mais velhas t\u00eam ainda mais forte essa cultura da previd\u00eancia p\u00fablica.&#8221; Na faixa et\u00e1ria de 25 a 34 anos o percentual alcan\u00e7a 28%. E chega a 37% entre os entrevistados de 45 a 54 anos.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou tamb\u00e9m que o planejamento financeiro e a consultoria profissional levam efetivamente as pessoas a poupar mais. A partir do momento em que come\u00e7aram a se programar com ajuda de profissionais ou por conta pr\u00f3pria, 42% passaram a poupar mais. Entre aqueles que tiveram assessoria especializada, esse n\u00famero chegou a 58%. &#8220;N\u00f3s estamos, nesse sentido, alinhados com a m\u00e9dia global, que foi de 44%&#8221;, afirma Poso.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia do planejamento<\/strong><br \/>\nNa an\u00e1lise, do superintendente de gest\u00e3o do patrim\u00f4nio do HSBC, a pesquisa revela que as pessoas reconhecem a import\u00e2ncia de fazer um planejamento como forma de aumentar a propens\u00e3o a poupar mais. &#8220;Isso acontece porque a pessoa coloca sob perspectiva e pensa no que \u00e9 importante para o futuro&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, o medo de dificuldades financeiras \u00e9 o principal motivo para planejar a aposentadoria: 45% apontaram esse receio. E 22% declararam querer poupar porque percebem uma baixa qualidade de vida de familiares j\u00e1 aposentados.<\/p>\n<p>Do Diap por Valor Econ\u00f4mico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e1lculo foi feito pelos pr\u00f3prios pesquisados, que estimam em apenas 12 anos dura\u00e7\u00e3o dos recursos guardados, contra expectativa de vida de mais 23 anos ap\u00f3s se retirar da profiss\u00e3o Na cabe\u00e7a do brasileiro, aposentadoria \u00e9 um assunto subestimado, do tipo que pode ser deixado para depois. 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