O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse neste sábado (13), em Salvador, que a sociedade brasileira precisa “passar da consciência para a ação” no combate ao Aedes Aegypti – transmissor do vírus da dengue, chikungunya e do vírus da zika. Castro está na capital baiana acompanhando as Forças Armadas, durante o dia nacional de mobilização contra o mosquito, que acontece em mais de 350 cidades do país.
Durante a visita, o ministro também descartou qualquer possibilidade de relação entre o larvicida Pyriproxyfen com casos de microcefalia. O larvicida, utilizado na água para combater a proliferação do Aedes aegypti, teve o uso suspenso no Rio Grande do Sul após suspeitas de ligação com a doença que afeta os bebês, segundo informou o secretário de Saúde do RS, João Gabbardo dos Reis.
“Isso é um boato. Isso é desprovido de qualquer logica e sentido. Não tem nenhum fundamento. O nosso é aprovado pela Anvisa e usado no mundo inteiro. Pyriproxyfen é reconhecido por todas as agências de regulação do mundo inteiro”, disse Castro, em entrevista ao G1.
Em nota, a Sumitomo Chemical, fabricante do larvicida, disse que não há nenhuma base científica em relação ao uso do Pyriproxyfen com casos de micocefalia.
De acordo com o comunicado, o larvicida é um produto aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em campanhas de saúde pública, como “inseticida-larvicida, controlando vetores de doenças, dentre os quais mosquitos Aedes aegypti, Culex quinquefasciatus e mosca doméstica”. Pyriproxyfen também é registrado para o combate do Aedes aegypti em países como Turquia, Arábia Saudita, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Espanha. Na América Latina, República Dominicana e Colômbia utilizam o produto desde 2010.
A empresa ainda defende que o Pyriproxyfen foi aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para combate a mosquitos, dentre eles o Aedes Aegypti. Ainda em nota, a Sumitomo Chemical defende que o larvicida não é mutagênico, não é genotóxico, não é carcinogênico nem teratogênico. Além disso, o produto foi submetido a rigorosos testes toxicológicos que não demonstraram efeitos sobre a reprodução, sobre o sistema nervoso central ou periférico.
Ministro em Salvador
O ministro, que passou pelo Pelourinho, pelo Mercado Modelo, rodoviária e aeroporto da cidade, pediu mobilização da população para impedir a proliferação do mosquito. “A presidente está muito preocupada e assumindo controle das ações que estão sendo desenvolvidas. O ministério da Saúde sozinho não é suficiente para combater o mosquito. A sociedade brasileira já está consciente da situação. Agora precisamos passar da consciência para a ação”, pediu.
A ação das Forças Armadas conta com 220 mil militares em todo o país, 6 mil deles na Bahia, para distribuir informações sobre como combater o mosquito. A partir da segunda-feira (15), oficiais estarão junto com agentes de saúde para erradicar os criadores do Aedes nas residências.
“Mais de dois terços dos criadores de mosquitos estão dentro de residências, não basta só forças e agentes, tudo isso, não é suficiente. Os governos federal, estadual e municipal estão fazendo esforço máximo, mas mais do que isso, o imprescindível é participação da sociedade brasileira. A sociedade tem que abraçar essa causa de saúde pública”, afirmou.
Do G1

