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Mariano Azevedo, presidente do SINTEMA, ao lado de Samuel Martins, lê o Termo de Acordo celebrado com o Governo, explicando ponto a ponto.[/caption]
Mariano Azevedo, presidente do SINTEMA, ao lado de Samuel Martins, lê o Termo de Acordo celebrado com o Governo, explicando ponto a ponto.[/caption]
Em assembleia geral de greve realizada na manhã desta quinta-feira (08), no hall do prédio Castelão, UFMA, os técnico-administrativos em educação da Instituição aprovaram – por unanimidade – o fim do movimento grevista na universidade com retorno às atividades no dia 13 de outubro.
A greve durou 132 dias em âmbito nacional, a maior de todos os tempos. Na UFMA, a greve deflagrada no dia 3 de junho completou 127 dias na data de hoje (08).
A orientação para o fim da greve foi realizada pelo Comando Nacional de Greve da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras – CNG/FASUBRA, que coordena a greve em âmbito nacional, e tem a prerrogativa de negociar com o Governo Federal. A recomendação foi realizada após a celebração de acordo, que apesar de não contemplar a totalidade da pauta reivindicatória do movimento, atende parcialmente alguns pontos da questão econômica e avança no debate das questões sociais de aprimoramento do Plano de Carreiras da categoria, o PCCTAE.
Entre os pontos acordados entre trabalhadores e governo foi acertado o repasse de 10,5% em 2 anos com a implantação de 5,5% em agosto/2016, e 5,0% em janeiro/2017, que segundo o texto do acordo não será absorvido pelo Vencimento Básico Complementar – VBC. Além disso, o “step” constante – que é a diferença salarial ascendente de um nível para o outro na Carreira – será reajustado em 0,1% no mês de janeiro de 2017.
O auxílio alimentação passará de R$ 373,00 para R$ 458,00 reais em janeiro de 2016. O auxílio creche de R$ 66,00 (no caso do Maranhão) para R$ 321,00 reais e, por fim, o auxílio saúde de R$ 121,94 para R$ 149,52 do valor per capita.
Além disso, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG, se comprometeu em até 180 dias, encaminhar ao Ministério da Educação – MEC, encaminhamentos resolutivos sobre questões como: reabertura de prazo para adesão ao atual Plano de Carreiras – PCCTAE, reivindicação antiga da categoria; aproveitamento das disciplinas de graduação e pós graduação para pleitear progressão por capacitação para todos os níveis de classificação da carreira; afastamento para qualificação e capacitação; a revisão das condições para a concessão dos adicionais de insalubridade e periculosidade, etc.
Para Mariano Azevedo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de 3º Grau no Maranhão – SINTEMA, entidade representativa dos técnico-administrativos da UFMA, um ponto importante aprovado foi o comprometimento do Governo em encaminhar as questões de aprimoramento da Carreira (que iniciarão ainda em outubro com prazo para terminar em 31 de maio de 2016), com as discussões sobre atualização de cargos, requisito de ingresso e racionalização (unificação, criação e extinção de cargos).
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Ademar Sena, fez algumas avaliações sobre o movimento grevista.[/caption]
Ademar Sena, fez algumas avaliações sobre o movimento grevista.[/caption]
Nesta quinta os trabalhadores em educação da UFMA, realizaram diversas avaliações expondo, entre outros, as medidas de ajuste fiscal do Governo Dilma, que atacam em demasia a classe trabalhadora, e criam no país um cenário de incerteza para a educação pública, que sofre cortes incisivos de verbas. Ana Paula, José Costa, Sandra Gonçalves, Sebastião Carnegie, Ademar Sena, entre outros servidores se manifestaram dizendo, consensualmente, que a maior vitória da greve foi a união da categoria que entrou e findou a greve unificada, além de ter amarrado questões importantes da pauta – as quais não sendo cumpridas por parte do Governo motivarão certamente embates futuros.
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Alex Diniz, auxiliar administrativo, aderiu ao movimento grevista.[/caption]
Alex Diniz, auxiliar administrativo, aderiu ao movimento grevista.[/caption]
Para Alex Diniz, servidor auxiliar administrativo, há 6 seis meses no cargo, a sua primeira greve na universidade foi importante como forma de estar engajado e participar dessa vitória que foi o fortalecimento da unidade da categoria numa greve tão extensa. “Assim que entrei para a categoria logo me filiei ao Sintema e busquei participar da luta. Não conquistamos tudo o que queríamos, mas avançamos em pontos importantes da Carreira, conseguimos inclusive, ganho real na cesta de benefícios (auxílios)”, disse Alex.
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Alba Márcia, servidora aderiu ao movimento grevista participando, inclusive, das Caravanas a Brasília.[/caption]
Alba Márcia, servidora aderiu ao movimento grevista participando, inclusive, das Caravanas a Brasília.[/caption]
Para Alba Márcia, auxiliar de laboratório lotada na Odontologia II, servidora há 20 anos, a greve oportunizou a maior aproximação dos servidores que muitas vezes não tem um espaço de interação. “Diante das dificuldades de uma greve que começou sem qualquer expectativa de ganho, a nossa luta ao longo destes quase cinco meses foi vitoriosa por tudo que conquistou, principalmente, a união dos servidores”, disse Alba.
OUTRAS DECISÕES
Ainda durante a assembleia desta quinta-feira, os trabalhadores aprovaram a realização de uma ASSEMBLEIA GERAL ESPECÍFICA PARA AVALIAÇÃO DA GREVE, no dia 21 de outubro, em horário e local a serem definidos e divulgados e, a realização de um SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO SINDICAL ainda em 2015, organizado pela Direção do Sintema.
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Trabalhadores aprovam – por unanimidade – Moção de Repúdio em virtude de discriminação contra as mulheres.[/caption]
Trabalhadores aprovam – por unanimidade – Moção de Repúdio em virtude de discriminação contra as mulheres.[/caption]
Os servidores aprovaram – por unanimidade – uma Moção de Repúdio em desfavor de um servidor técnico-administrativo da UFMA, que segundo relatos expostos pela associada Ana Paula, teria lhe agredido com mensagens discriminatórias em conversa pelo aplicativo Whatts App. Segundo a servidora, não foram apenas ofensas contra a sua pessoa, mas sim, contra o gênero feminino e as mulheres trabalhadoras. Diversos servidores se manifestaram em solidariedade a Ana Paula.
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Ana Paula, servidora desabafou em assembleia. Sofreu discriminação em mensagens via Whats App.[/caption]
Ana Paula, servidora desabafou em assembleia. Sofreu discriminação em mensagens via Whats App.[/caption]
Colocada em votação, os servidores presentes foram unânimes em aprovar a Moção de Repúdio. O documento será publicado em breve nos meios de comunicação do Sintema.
Imprensa Sintema.
