Assembleia Geral dessa quarta (30).[/caption]
Durante assembleia geral realizada na manhã do dia 30, os trabalhadores em educação da UFMA deflagraram greve geral aprovada no último dia 23. Entre as reivindicações da categoria estão o cumprimento integral do acordo da greve de 2015; a retirada de votação da PEC 55/2016, aprovada – mesmo sob fortes protestos dos movimentos sociais – em primeiro turno no Senado Federal, dia 29; a não aprovação da reforma da previdência, e dos projetos “Escola Sem Partido” e “Lei da Mordaça”.
Os trabalhadores em educação da UFMA lutam, ainda, por reivindicações internas como a implantação da jornada de 30 horas semanais sem redução de salários, em vigor em diversas universidades federais do país; instituição de um Plano de Segurança para a universidade com a participação dos técnicos; instalação imediata da Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS), composta de membros indicados pela UFMA e pelo Sintema; melhoria das condições de trabalho nos campi do continente; remoção, e fim do assédio moral no Hospital Universitário com respeito ao RJU – Regime Jurídico Único em contraposição à EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.
ENCAMINHAMENTOS – Durante a assembleia, os trabalhadores elegeram o hall do prédio Castelão como “QG” Central da Greve, local de onde partirão todas as mobilizações do movimento. Como forma de fortalecer e unificar a luta em defesa da educação pública e contra a PEC 55, os trabalhadores em educação integrarão o Comando Local de Greve – CLG/Sintema aos comandos dos docentes e estudantes (também em greve e atualmente acampados em diversos prédios da universidade). A pauta de atividade dos técnicos será alinhada ao movimento de professores e estudantes.
Nos dias 1º e 2 de dezembro os trabalhadores que já aderiram à greve percorrerão os setores da UFMA com integrantes do CLG/Sintema, para sensibilizar àqueles que não pararam. Haverá a colagem de adesivos nas portas dos setores com a expressão “Estamos em Greve”, panfletagem, conversas e o convite para as mobilizações e participação na próxima assembleia geral.
CORTE DE PONTO – Sobre o tema, o presidente do sindicato, Ademar Sena, informou que os trabalhadores não precisam se preocupar, visto que o acórdão do STF que decidiu pela ilegalidade das greves de trabalhadores ainda não foi publicado, e que o Jurídico da Fasubra acompanha de perto o caso, ao lado de diversas outras assessorias de movimentos sociais. “Além disso, há uma recomendação da ANDIFES para que os reitores não procedam de forma temerária a cortar o ponto dos trabalhadores, quanto a isso, iremos nos reunir com a reitora Nair Portela na próxima semana, para termos um posicionamento oficial da administração”, explicou o presidente.
ASSEMBLEIA GERAL – A próxima assembleia geral da categoria será realizada dia 06 de dezembro, às 9 horas, no hall do prédio Castelão, com as seguintes pautas: – Informes locais e nacionais da greve; – Fundo de Greve; – Calendário de Atividades; – Outros assuntos.
PANORAMA NACIONAL – Até o momento 54 instituições federais de ensino aderiram ao movimento grevista, e apenas 06 ainda não definiram posicionamento. As atividades de impacto estão sendo desenvolvidas em Brasília, através do Comando Nacional de Greve (CNG/Fasubra), com ações voltadas para o Congresso Nacional, visita à parlamentares, manifestações nas portas do MEC e MPOG, e participação em audiências públicas na Câmara e Senado.
Imprensa Sintema.
