O COMANDO LOCAL DE GREVE – CLG/SINTEMA, CONVOCA TODA A CATEGORIA PARA A MOBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UFMA, NO PORTÃO CENTRAL DA UFMA, DIA 18 DE SETEMBRO, ÀS 7 HORAS DA MANHÃ.
PARTICIPE!
INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNO PROLONGA GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS
No final do mês de maio quando a greve fora iniciada em diversos Estados do país, o Governo Federal foi obrigado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ, a apresentar uma proposta aos pleitos dos Trabalhadores em Educação das IFES. Para cumprir a decisão, os Ministérios da Educação e Planejamento prepararam uma proposta indecorosa de reposição de 21,3% divididos em 4 anos sem acréscimo de qualquer outro ítem.
Depois estenderam a proposta ao conjunto do serviço público, todos foram enfáticos ao rejeitar tal afronta. “Essa proposta, que não repõe sequer a inflação do período, é uma tentativa de calar a boca dos trabalhadores, engessando o movimento por quatro longos anos”, disse Mariano Azevedo, presidente do SINTEMA.
Depois de sofrer várias baixas com a forte mobilização dos trabalhadores, que realizaram duas Caravanas com milhares de pessoas em Brasília; a realização de atos no MEC e MPOG, inclusive com o fechamento deste último; mobilizações incisivas em todas as universidades federais do país, o Governo resolveu voltar para a mesa de negociação, apresentando pequenos avanços nos ítens sociais (auxílio creche para R$ 396 reais em 2016 e, auxílio alimentação de R$ 458,00 também para o ano que vem), mas estacionando o percentual vergonhoso de 5,5% ao ano, índice que não repõe nem a inflação já acumulada em 2015, que é do mesmo percentual, e que deve fechar o ano em torno de 9%.
Fora isso, a taxa de juros a 14% ao ano, uma das mais altas do mundo, eleva o custo de vida e o endividamento da classe trabalhadora, retirando o poder de compra dos salários (já defasados em mais de 30% ao longo dos últimos anos).
Mais uma vez, no dia 14 de setembro, ao invés de taxar as grandes forturnas, reduzir o índice de sonegação e isenção de impostos dos grandes conglomerados econômicos instalados no país, aumentar a alíquota de imposto aos Bancos (que lucram em média 5 bilhões ao ano), entre outras alternativas, o Governo Federal, se volta mais uma vez para o bolso dos trabalhadores, obrigando-os a pagar a conta pelo rombo da dívida pública interna. Aumento e criação de novos impostos (CPMF), cortes em áreas importantes da educação, saúde e infra-estrutura serão realizados, entre outros.
No intuito de em encerrar a greve, dia 9 de setembro, os trabalhadores apresentaram uma contraproposta ao Governo, rebaixando a pauta inicial de 27,3% para 14,5% em dois anos (janeiro de 2016 e 2017; elevação do step (nível da Carreira) em 0,1% em 2016 e o mesmo percentual para 2017.
Mas ainda assim, em ofício enviado aos trabalhadores no dia 16, o Governo insiste em não atender a pauta reduzida da categoria. Reafirmou a proposta de 10,5% em 2 anos com o agravante de implantação da 1ª parcela em agosto/2016, e não mais em janeiro como era a proposta original, além disso, com step de 0,1% somente para 2017. Itens como abertura de concurso público e investimento nas IFES, estão suspensos em face do tenebroso arrojo econômico imposto à sociedade.
Por isso, OS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO CONTINUAM EM GREVE EM TODO O PAÍS. Até que o Governo repense sua atitude de ataque ao povo brasileiro, que beneficia como sempre, os mais poderosos.
Por Marcio Rodrigo, imprensa Sintema.

