Sintema convoca categoria para mobilização nesta quinta (11) na praça Deodoro



Centrais Sindicais, Fasubra e Sintema convocam categoria para as mobilizações com paralisação nacional.

SINTEMA convoca todos os Técnico-administrativos em Educação da UFMA, para estarem presentes na Praça Deodoro, dia 11, a partir das 15 horas.

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Nas últimas semanas a conjuntura política do país sofreu uma brusca mudança. A luta do movimento estudantil popular, em especial do MPL (Movimento Passe Livre-SP) contra o aumento das tarifas do transporte, em São Paulo, em várias capitais e cidades por todo o país, foi o estopim que desencadeou uma grande mobilização com pauta de reivindicações diversa/difusa e uma presença nas ruas majoritariamente composta por jovens indignados.
As históricas manifestações, que levaram milhões de pessoas às ruas enfrentaram uma covarde e duríssima repressão dos aparatos de segurança pública, entre elas a polícia militar e a força nacional, o que comoveu o país e o mundo. Mas em vez de recuar, elas cresceram ainda mais, culminando numa importante vitória política que obrigou as prefeituras de mais de 10 grandes cidades no país a reduzirem o preço das tarifas. Algo marcante na história da luta de classes brasileira. Nem mesmo a seleção brasileira conseguiu desviar as atenções, e a copa das confederações se tornou um acontecimento secundário no país.
Mesmo após a redução das tarifas, as manifestações ganharam novas pautas, que questionavam os governos e os políticos e ampliaram as mobilizações, inclusive com métodos radicais de ação direta. A própria Copa do Mundo sofreu questionamento pela população que estava nas ruas e manifestava seu repúdio a várias ações dos governos e dos parlamentares. Frases como “Tem dinheiro para a COPA, mas não tem para educação”, “Repúdio a Feliciano e seu projeto de ‘Cura Gay'”, “Contra os senadores Sarney e Renan”, e “pelo fim dos privilégios de políticos”, foram às palavras de ordem que faziam parte das bandeiras de lutas que estavam sendo levantadas. A insatisfação da população pelo não atendimento a uma série de demandas populares se transformou em uma ferida exposta para os governos federal, estaduais e municipais.
As manifestações que reuniram grandes massas trazem consigo uma diversidade de bandeiras, porém não se mostram parte de uma pauta organizada, denotando um movimento espontâneo que passa a ser disputado neste cenário. Setores da direita clássica do país, governos, prefeituras e a grande mídia que inicialmente repudiaram as manifestações, chamando a todos de “VÂNDALOS e BADERNEIROS”, foram obrigados a se relocalizar e passaram a disputar politicamente as milhares de pessoas que estavam nas ruas.
A juventude nas ruas atraiu trabalhadores e sindicatos que veem o momento histórico e estão se inserindo com mais força. É fundamental que a classe trabalhadora se manifeste de forma organizada nesta luta, afinal a quase totalidade das pautas das ruas, são também do movimento sindical. Para tanto, é necessário construir paralisações, discutir as lutas unificadas, para levarmos ao êxito estas demandas que são de todos os jovens e trabalhadores.
Grupos de ultra direita se apoiaram no sentimento de rechaçar os políticos presentes nas massas, para agredir fisicamente as organizações sociais, sindicais e partidárias de esquerda, presentes nas manifestações. A queima de bandeiras de partidos e de centrais não pode ser vista como algo simples ou isolado, assumindo uma gravidade tal que podemos prever que o segundo passo poderá ser a queima de livros e a execração pública de nossas lideranças, como já temos registrado na história.
A política econômica que prioriza o pagamento da dívida pública em benefício dos interesses do setor financeiro, a isenção de impostos e benefícios, que fortalece a iniciativa privada e os escândalos sucessivos de corrupção em todas as esferas do poder tem gerado um processo de indignação geral na sociedade e impedido a realização de mudanças que atendam à pauta dos trabalhadores.
Neste contexto, as Centrais Sindicais, a Fasubra e o Sintema, convocam toda a categoria para aderir a uma paralisação nacional, marcada para o dia 11 de julho, com apresentação da pauta dos trabalhadores deste país. Os servidores públicos federais de todo o país estarão mobilizados nas mais diversas localidades do país reforçando a nossa luta.

PAUTA REIVINDICATÓRIA DOS TRABALHADORES

Geral:

>> Revogação da lei que cria a EBSERH e destinação de 10% do PIB para Saúde Pública, Gratuita e de Qualidade;
>> Revogação das Reformas da Previdência de 2003 (EC 41) e de 1998, bem como a prisão dos Mensaleiros;
>>Incorporar aos eixos da Campanha Salarial a antecipação das parcelas e do Step do acordo de greve;
>> Suspensão do pagamento da Dívida Pública com Auditoria já!
>> Em defesa dos direitos dos Aposentados
>> Em defesa dos serviços públicos de qualidade, gratuito e que atenda as necessidades do povo trabalhador em nosso país!

Específica:

– Construção da greve contra a EBSERH, a partir da avaliação do dia 11;
– Reposição da inflação;
– Pela aprovação da PEC 18/2013 (Perdas de mandato dos parlamentares, por improbidade administrativa);
– Continuar a luta contra as privatizações e pela extinção do PL 92/07 (Fundação Estatal de Direito Privado);
– Defender o Direito de Greve e de Negociação Coletiva;
– Aprovação de uma lei específica contra o Assédio Moral;
– Lutar pela manutenção do pagamento das Ações Judiciais, Retorno dos 26,05% onde foram retirados e contra os abusos do TCU;
– Participar da Campanha pela aprovação do PL 531/2009, construído pela FUP (Federação única dos Petroleiros) em conjunto com os movimentos sociais, que estabelece o monopólio estatal do petróleo e gás, através da Petrobrás 100% Estatal e Pública;
– Apoiar as CPIs dos Transportes e da Copa;
– Lutar pela punição dos crimes da Ditadura e Revisão da “Lei de Anistia”;
– Passe livre Estudantil e para os desempregados sem sobretaxação de impostos;
– Por um PNE que priorize a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade com a destinação de 10% do PIB;
– Por uma Reforma Política que de fato interesse a classe trabalhadora;
– Pela aprovação da PEC 555 que isenta os Aposentados da contribuição previdenciária;
– Contra a lei que regulamenta a Terceirização;
– Instalação da CIS nas Universidades que ainda não tem conforme portaria 2519/05 do MEC;
– Pela regulamentação das 30h da enfermagem que já se encontra no congresso;
– Lutar pela democratização das IES e contra toda forma de homofobia; –
– Em favor da Ascensão Funcional (em defesa da PEC 257/95).

 

Participe!

Fonte: Imprensa Sintema com dados do Portal Fasubra.

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