Paridade na UFMA: CONSUN votará proposta que mantém pesos diferentes entre docentes, técnicos e estudantes



SINTEMA e DCE defendem participação igualitária dos três segmentos da comunidade universitária e divergem da proposta de 50%, 30% e 20% aprovada em comissão especial

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A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) terá uma discussão decisiva sobre a participação democrática da comunidade acadêmica nos processos de escolha de seus dirigentes. Nesta quinta-feira (5), às 10h, está prevista a 126ª Sessão Extraordinária do Conselho Universitário (CONSUN), que discutirá e votará uma proposta de resolução sobre o peso dos votos de docentes, técnicos-administrativos em educação e estudantes.

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Atualmente, o modelo de consulta para escolha de reitor e vice-reitor estabelece peso de 70% para docentes, 15% para técnico-administrativos e 15% para estudantes, conforme o Regimento Geral da UFMA, atualizado pela Resolução nº 416-CONSUN.

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A proposta que será submetida ao Conselho prevê uma nova distribuição: 50% para docentes, 30% para técnicos-administrativos e 20% para estudantes. Embora represente uma redução do peso atribuído aos professores, o modelo mantém diferenças na participação dos três segmentos.

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SINTEMA e DCE defendem paridade

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Terceiro Grau no Estado do Maranhão (SINTEMA), que representa os técnico-administrativos da universidade, e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) defendem a adoção da paridade, modelo em que docentes, técnico-administrativos e estudantes possuem o mesmo peso no resultado das consultas, com aproximadamente 33,33% para cada categoria.

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Para o sindicato, a igualdade entre os segmentos representa um avanço na democratização da universidade, ao reconhecer a importância de todos aqueles que participam de seu funcionamento e de sua construção cotidiana.

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A proposta de distribuição de 50%, 30% e 20% foi aprovada por uma comissão especial composta majoritariamente por integrantes indicados pelo reitor. Os únicos votos divergentes foram dos representantes do SINTEMA e do DCE, que defenderam a participação igualitária.

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A divergência evidencia que o debate não se limita à alteração de percentuais, mas envolve diferentes concepções sobre representatividade, participação e democracia na gestão universitária. O SINTEMA reafirma sua defesa da paridade como princípio de participação democrática, sustentando que docentes, técnico-administrativos e estudantes devem ter igualdade de peso nas consultas à comunidade universitária.

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Imprensa Sintema

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