Os Técnico-administrativos em Educação da UFMA deflagraram greve desde o dia 17 de março (em âmbito nacional) e, dia 31 de março (nesta universidade), para exigir que o Governo Federal cumpra na totalidade o acordo de greve celebrado em 2012, além de resolver diversos problemas que prejudicam o melhor desempenho da categoria e o aperfeiçoamento das atividades desenvolvidas na UFMA e nas universidades federais em todo o país.
Por isso, reivindicamos negociação efetiva por parte do governo que, lamentavelmente não aceita estabelecer qualquer debate que resulte em impacto financeiro. Hoje contamos com cerca de 180 mil trabalhadores na base, corresponsáveis pelo funcionamento das universidades federais deste país, garantido a formação de milhares de profissionais, bem como, da produção do conhecimento através do ensino, da pesquisa e extensão, incluindo-se os Hospitais Universitários.
Infelizmente, temos hoje o menor piso e teto salarial do funcionalismo público federal, aproximadamento 1(hum) salário mínimo e meio. Por isso exigimos o aprimoramento de nossa Carreira, aumentando o valor do piso salarial. Além disso, o processo de terceirização e precarização do trabalho se aprofunda nas universidades federais, dessa forma, exigimos a realização de concurso público para todos os níveis de classificação de nossa categoria, via Regime Jurídico Único – RJU.
Lutamos contra o crescimento do assédio moral como política de gestão, bem como, contra a perseguição aos trabalhadores que vão à luta por seus direitos, a exemplo do que aconteceu com a servidora do RU/UFMA que sofreu descontos salariais por estar em greve; pela implementação da democracia nas IFES com paridade tanto para a eleição de dirigentes como nos conselhos universitários; pela liberação dos dirigentes classistas para exercício de mandato, entre outros.
Recentemente o Ministério do Planejamento – MOPG, publicou portaria que retira direito à insalubridade e consequentemente, reduz as remunerações sem acabar com as áreas insalubres das universidades, contrariando a orientação dos Mandados de Injução 1554 e 3720. Agregado a isto, temos ainda a luta por um Plano Nacional de Educação – PNE que nos reconheça como trabalhadores em educação, o estabelecimento de 10% do público somente para a educação pública.
Em âmbito local lutamos ainda, pelo estabelecimento da jornada de trabalho em 30 horas semanais sem redução de salários, objetivando o aperfeiçoamento da universidade em todos os setores, inclusive na ampliação do horário de atendimento, além de garantir a melhor qualidade de vida e respeiro a vida dos trabalhadores.
Por essas razões estamos em greve e pedimos vosso apoio. Para nós, a Educação deve ser prioridade!
Contribuição: Jornal O Matraca/Sistams.

