Flávio Dino, do PCdoB, se reelege governador no Maranhão



Flávio Dino foi assessor jurídico do Sintema na década de 90.

Flávio Dino, do PCdoB, foi reeleito neste domingo 7 governador do Maranhão para os próximos quatro anos. O pecebista obteve 59,3% dos votos, contra 30% de Roseana Sarney (MDB). O governador seguirá com o vice Carlos Brandão, do PRB.

Essa é a segunda vez que o governador enfrenta e vence no Maranhão o grupo político mais antigo em atividade no Brasil. Em 2014, o líder do PCdoB derrotou a família Sarney colocando fim a supremacia de meio século. Roseane foi governadora do Maranhão por quatro mandatos. 

O Maranhão, que costumava ocupar as manchetes nacionais pelas crises, passou a ser exemplo para o Brasil em áreas como educação, infraestrutura e na atenção a pessoas com necessidades especiais.

Leia também: Em um Maranhão renovado, Dino tenta confirmar fim da era Sarney

A busca de Dino pela reeleição baseou-se no fortalecimento do Estado como agente de transformação social junto da participação popular em discussões sobre o orçamento participativo.

A ênfase ao sistema educacional com o Escola Digna resultou na reforma de 800 unidades,  qualificação a 50 mil professores e no pagamento do salário base mais alto do Brasil, R$ 5.750, além de treze mil matrículas em regime integral.

Os Sarney

Os abalos à família Sarney iniciado com a vitória de Dino em 2014 teve novo capítulo em 2016 quando o PCdoB atingiu o recorde de 46 prefeituras diante das 22 mantidas pelo PMDB.

 “Síndico” de um amplo condomínio político, o governador Flávio Dino convive naturalmente com as diferenças. Quatro anos após interromper os quase 50 anos de domínio da família Sarney no estado, ele reeditou nas eleições deste ano uma coligação com legendas de todo espectro, do DEM, atrelado a Geraldo Alckmin, ao PDT de Ciro Gomes e ao PT de Lula e Fernando Haddad.

Do judiciário para a política

Flávio é casado com Daniela Lima e tem quatro filhos. Com 50 anos, já foi juiz, professor e advogado antes de ser eleito governador do Maranhão com 63,52% dos votos em 2014. Ele se formou e deu aulas na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). 

Foram 12 anos trabalhando como juiz. Entre os cargos que exerceu, estão os de secretário‐geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).
 
Flávio Dino deixou a carreira de juiz para entrar na política institucional, assumiu por quatro anos o cargo de deputado federal, e também presidiu o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). 
 
Fonte: Carta Capital.

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