III ENE | Sintema presente no maior encontro nacional sobre Educação Pública



O vice-presidente do Sintema, Jorge Mendes, participou do III Encontro Nacional de Educação, no período de 12 a 14 de Abril. O sindicalista apresentou relatório de sua participação no evento aos demais dirigentes sindicais durante Reunião da Diretoria do Sintema realizada na sede do sindicato, nesta terça-feira, dia 23. O encontro reuniu mais de 1200 pessoas de todo o país para discutir os rumos da luta por uma educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada.

 


Jorge Mendes ressaltou que o III ENE ocorreu em um momento importante de resistência dos educadores e trabalhadores em educação, que no cenário nacional enfrentam investidas reacionárias de um governo ultradireitista, que desvaloriza a Educação Pública como saída para a exclusão social.

 

O III ENE apontou que a Educação Pública continua sendo o melhor caminho para reduzir abismos entre a pobreza e o avanço social, além de cobrar a vinculação das verbas para a Educação, a exemplo do FUNDEB, diretamente do Orçamento da União”, explicou.

 

Banqueiros e patrões atacam os direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora para enriquecerem com a privatização da educação e o aprofundamento da exploração da classe trabalhadora. Contra tudo isso, é que precisamos prosseguir resistindo”, finalizou Jorge Mendes.

 

Capitalismo e Educação – Lutas internacionais e nacionais pela educação pública” foi o tema que abriu os debates do encontro, com a presença de três mulheres como palestrantes: Maria de La Luz Arriaga (professora do México), Nara Cladera (professora da França) e Virgínia Fontes (professora da UFF). A professora mexicana propôs uma reflexão sobre quais são as condições, estratégias e desafios da luta pela educação pública. Abordou a reestruturação dos sistemas educacionais e o avanço da privatização e mercantilização do ensino. Segundo ela, as milhares de escolas no mundo representam um grande negócio. E abrem espaço para ampliar o controle social e formação de mão de obra para atender à demanda do mercado.

 

Moções aprovadas por aclamação


Após a leitura da Carta do III ENE, as moções do encontro foram lidas e aprovadas por aclamação. Repúdios aos ataques à qualidade no ensino e precarização da educação no país, à criminalização das lutas e à militarização das escolas públicas, à perseguição a professores; solidariedade às universidades em luta como as estaduais da Bahia e do Piauí, a Federal UniRio, onde houve intervenção no processo de escolha do reitor, e outras. Também foi aprovado o repúdio à perseguição da Vale SA ao professor da Unifesspa, Evandro Medeiros.

 

As moções internacionais expressam a globalidade do projeto de mercantilização da educação pelo Capital, que conta com a resistência em diversos países. Foi aprovado o apoio e solidariedade internacionalista às lutas que estão acontecendo no México, na Argentina, Polônia e na França, com greve geral da educação marcada para 9 de maio. Também foi aprovada a moção pela libertação do petroleiro Daniel Ruiz preso há 7 meses na Argentina.

 

A Carta do III ENE será divulgada ao longo da semana. Tanto as moções quanto as sugestões de inclusão na Carta serão sistematizadas pela Conedep no relatório final do encontro. O documento também será disponibilizado no blog do ENE.

 

Confira a CARTA aprovada durante o III ENE.

 

 

Imprensa Sintema com informações do ENE.

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