VI CONSINTEMA | Trabalhadores em Educação têm manhã de debates sobre conjuntura política e perspectivas para o novo Governo



Delegado Walter Júnior faz análise, durante debate sobre conjuntura.

 

No primeiro dia do VI Congresso Estadual do Sintema – CONSINTEMA, os delegados e delegadas discutiram temas relevantes e pontuais em relação às demandas da categoria e do serviço público brasileiro. O tema do congresso é Unidade na Adversidade – Em defesa do Setor Público.

Logo após a abertura, foi lido e aprovado, em Plenário, o Regimento Interno do congresso. Da proposta apresentada, foi alterado apenas a formação das mesas, que estabeleceu as discussões logo após a apresentação de cada palestrante. A mesa foi coordenada pelo vice-presidente do Sintema, Jorge Mendes, e teve como expositora a diretora de Formação, Sandra Gonçalves.

Leitura e aprovação do Regimento Interno do congresso.

 

Ainda no período da manhã, foi realizado um debate sobre a conjuntura política estadual e nacional. A mensagem de ordem do dia defendida por delegados e expositores do congresso foi a unidade da classe trabalhadora brasileira, como estratégia para defender e assegurar os direitos da classe, diante de um governo incerto e ameaçador à democracia e ao cerceamento de direitos já adquiridos.

 

O debate foi fomentado pelos convidados Luís Pedro, ex-deputado estadual, e João Paulo, CTB/FASUBRA, com a coordenação da diretora sindical Graça Ferro.

JP durante exposição na mesa de Conjuntura.

João Paulo iniciou sua participação parabenizando a Direção do Sintema pela iniciativa do congresso. No discurso, abordou o cenário político atual de governos ditatoriais; o perigo que a democracia brasileira corre com o atual governo; o risco da previdência privada para garantia da aposentadoria dos brasileiros; e avaliou as perspectivas para o Governo Bolsonaro.

 

Companheiros e companheiras, nós não temos a mínima ideia do que estaremos vivenciando no nosso país. Toda avaliação dos trabalhadores diante do governo é antecipada. Ele está fazendo a mesma coisa que os demais. Está fazendo acordo sim. Ninguém vive sem partido. Não podemos nos isolar, ficar longe do espaço de discussão, temos que ser estratégicos, ou nos unimos, passamos a ter tolerância conosco mesmo, respeito entre nós, ou seremos eliminados, executados. Não podemos repetir a história. Temos que retomar a democracia no nosso país”, defendeu JP.

Luís Pedro pontuou que não se pode fazer uma análise da conjuntura estadual sem a nacional. Avaliou como grave a opinião da maioria da população, que acha que pode vir alguma coisa boa do Governo Bolsonaro. O expositor destacou a missão dos trabalhadores para derrotar a Reforma da Previdência e garantir a manutenção da estabilidade no Serviço Público, dentre outros.

 

Estamos num momento novo, mas precisamos dar sequência e garantir a existência do movimento sindical, que está ameaçada. É preciso se reaproximar das bases com um aprofundamento junto à massa, uma aproximação com a juventude”, sugeriu.

Mariano Azevedo participa do debate.

Após a explanação da primeira mesa de debate do dia, foi aberta a palavra aos delegados e delegadas, que se inscreveram e participaram ativamente. Dentre as falas, foi ressaltada a necessidade de unidade dos trabalhadores nesse momento de adversidade, o enfraquecimento do movimento sindical, os ataques do governo e suas consequências nefastas.

 

Janaína Serpa – Imprensa Sintema.

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